Viajar para qualquer parte de Portugal ou Europa exige alguns passos: comprar o bilhete (promoções não faltam), planear o roteiro com pontos turísticos imperdíveis e exposições ou eventos que estão a acontecer na altura e seguir viagem. No regresso, vimos mais cansados do que fomos e a suplicar por mais férias. O mesmo não acontece com a nova tour da Macro Viagens rumo ao Sri Lanka, no sul da Índia.

O método é completamente diferente, uma vez que cabe-lhe apenas comprar a viagem e o programa e a agência portuguesa vegetariana de turismo responsável fica encarregada de todo o roteiro. Quer dizer, pelo menos de uma parte dos momentos, que incluem sessões de meditação, visitas a mosteiros budistas e refeições vegetarianas.

"Está tudo obviamente planeado, marcado e organizado, mas também vão surgindo muitas coisas que não estão planeadas consoante as pessoas que encontramos", explica à MAGG Diana Chiu Baptista, responsável pela Macro Viagens e pela nova tour ao Sri Lanka, que vai acontecer de 16 a 28 janeiro 2022.

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Esta nova viagem em grupo, durante 13 dias, marca o regresso das viagens da agência após 20 meses suspensas devido à pandemia da COVID-19, situação que também pode ter influência em quem embarca nesta aventura espiritual.

"O nosso objetivo é que, através de uma ida ao exterior, ao Sri Lanka, se possa fazer uma viagem interior. E claro que estas circunstâncias da pandemia vieram trazer isso à tona: uma maior necessidade de estar em contacto consigo mesmo e de criar alguma força mental para que as situações exteriores não afetem tanto interiormente", refere Diana, que criou a agência com o marido, Igor Chiu Soares, ambos macrobióticos e seguidores do Dharma de Buda (filosofia que encaminha o indivíduo para a verdade e sentido da vida).

Diana Chiu Baptista e Igor Chiu Soares
Diana Chiu Baptista e Igor Chiu Soares créditos: macroviagens

Com ou sem experiência a meditar, conhecer o interior é para todos

Durante os 13 dias da tour da Macro Viagens ao Sri Lanka muito vai acontecer. Assim que chegar a Colombo, a maior cidade do Sri Lanka, vai ser levado para o local da primeira estadia, em Negombo, onde conhecerá as gentes e a gastronomia típica e vegetariana — que está na base da agência criada pelos dois macrobióticos.

No Sri Lanka, vai poder provar, por exemplo, um rice and curry (arroz e caril, em português) bem composto. "Não é só arroz e caril. Este é o nome do prato, que engloba também diversos tipos de vegetais, jaca, etc. É uma refeição muito completa", diz Diana.

Além deste prato, vai poder provar e ver como se fazem outras iguarias que se comem tradicionalmente no Sri Lanka. "Por vezes vamos a casas de família e é uma refeição mais simples, mas é uma experiência porque vê-se como é que as pessoas vivem. Outras vezes, vamos aos mosteiros e aí é uma comida mesmo muito simples. É a comida que vamos doar aos monges para almoçarem e, no final, almoçamos com a população".

Fica assim aberto ao apetite para o que acontecerá nos restantes dias: receber ensinamentos budistas, dados por monges da tradição Theravada, descobrir templos templos e cavernas, atravessar a pé a ponte mais emblemática do Sri Lanka, participar nas oferendas junto à mais antiga raiz da árvore onde Buddha atingiu a iluminação e ainda fazer parte da prática budista de libertação dos animais.

Isto tudo é combinado com sessões de meditação (uma delas num complexo budista, com sete estátuas da tradição Mayahana, em Negombo) e karma ioga.

"Karma ioga é trabalho abnegado, ou seja, é parecido com o voluntariado no sentido em que estamos a fazer um trabalho para ajudar alguém e não somos pagos por isso, mas tem também uma parte espiritual. Estamos a trabalhar a nossa generosidade e durante esse trabalho podemos também meditar e trabalhar a compaixão", explica a Diana Chiu Baptista.

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Isto significa que, para embarcar na tour ao Sri Lanka, não precisa de ser um expert em ioga e saber fazer as posições mais difíceis, nem sequer de saber meditar, até porque logo no início da viagem vai poder participar num curso de iniciação à meditação. "O curso que o Igor dá tanto é para pessoas que nunca meditaram, como para pessoas que já têm alguma prática. Todas irão beneficiar. O importante é a pessoa estar realmente interessada numa viagem deste género", remata Diana.

Não é Bali, não muda a vida, mas melhora-a

Deve conhecer pelo menos uma história de alguém que foi a Bali e no regresso mudou por completo a vida, sejam os hábitos do dia a dia ou mesmo a profissão. Não é esse o propósito desta tour, embora a promessa é de que quem for ao Sri Lanka vai melhorar a forma como encara a vida.

"Fazemos viagens para países cuja cultura é muito diferente da nossa e isso pode fazer com que, ao regressarem à sua realidade, vejam os problemas de uma forma um pouco diferente do que aquilo que viam", diz Diana. Além disso, refere a responsável pela tour, o contacto com a tradição budista na viagem pode fazer com o não materialismo, próprio do budismo, também venha no avião.

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O programa, com alojamento em hotéis, villas e huts, três refeições vegetarianas diárias e atividades incluídas custa 2.190€ (valor que pode ser pago em prestações). Não estão incluídos os voos internacionais para Colombo e seguro. Para fazer a inscrição na viagem, basta aceder ao formulário no site.

Além da viagem ao Sri Lanka, de 16 a 28 de janeiro de 2022, já está programa outra ao Nepal de 19 de fevereiro a 3 de março.

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