Tem estado frio, não é? Vamos então revelar um segredo para o combater: esquecer as camadas de roupa e substitui-las pelas caminhadas na Grande Rota da Ria de Aveiro. Há três à escolha — o percurso azul, dourado ou verde — que abrangem o território rico em biodiversidade e locais mais ou menos turísticos, mas de grande importância para a região que através da grande rota pretende preservar a natureza local.

A consciencialização é feita ao mostrar o património natural, cultural, artístico e histórico ao longo dos quase 600 quilómetros de extensão da Grande Rota da Ria de Aveiro, que passa por onze concelhos, desde Águeda a Sever do Vouga. O percurso pedestre, no mínimo de seis dias e máximo 11, que cada pessoa opta por fazer para conhecer a região vai ditar as localidades por onde se passa.

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O de seis dias, denominado de percurso azul, é classificado como "algo difícil", enquanto os restantes são de nível "difícil" pelos desafios físicos que os aventureiros têm de enfrentar para não falhar nenhum ponto da rota. Independentemente da escolha, o que é certo é que todos têm um ponto em comum: a Ria de Aveiro que "devido à sua dimensão e diferenciação geomorfológica com o restante território nacional, marca fortemente toda a região", diz o site oficial da grande rota.

Calce umas sapatilhas (umas boas sapatilhas) e prontifique-se para começar a aventura.

6 dias "algo" difíceis (para lidar com a beleza dos cursos de água)

Como será de prever, o percurso azul da Grande Rota da Ria de Aveiro passa pelos principais cursos de água da região: a Ria de Aveiro e os seus principais canais. O azul da água vai brilhar nos seus olhos ao longo dos seis dias e nem precisa de um relógio que conte quilómetros, porque se seguir tudo à risca, são precisamente 130,8 quilómetros que vai andar ou, quem sabe, pedalar ou remar caso prefira outras alternativas mais arrojadas.

O percurso divide-se em seis etapas, com variados pontos de interesse que revelam a "diversidade e a riqueza das relações que os seres humanos estabelecem com o mundo natural". Tudo começa e acaba no Canal de São Roque, sítio que abre caminho a descobertas fabulosas.

10 dias difíceis (ou nem tanto, se for de mota)

Parece um jogo de passagem de níveis, e na verdade até é, mas é melhor fazê-los ao longo do ano para aguentar cada um até ao fim. Isto porque à medida que mudam as cores dos percursos, muda a dificuldade. Este, o percurso verde, foi desenhado para percorrer em dez dias, sendo que no fim completará 194 quilómetros de desafios devido às altitudes e desníveis mais acentuados.

O percurso verde centra-se mais nos territórios de interior da região e uma das particularidades é a versatilidade com que pode ser feito: "A pé, de bicicleta, com recurso a transportes motorizados ou, nas zonas de Ria, recorrer à vasta oferta turística náutica para explorações e aventuras sobre a água", indica a Grande Rota da Ria de Aveiro. Só tem de escolher o meio para melhor desfrutar das paisagens ímpares desde os vales do Vouga ao centro urbano de urbano de Aveiro.

11 dias (nada) difíceis com maravilhas destas

Chegámos ao último dos três principais percursos da Grande Rota da Ria de Aveiro. É que há mais um que se divide em vários — os percursos náuticos —, que vão desde o A ao L e permitem conhecer ao pormenor os espelhos de água que envolvem a região.

Mas voltamos aos percursos que estão desenhados para percorrer diariamente, sem parar. O mais exigente é o percurso dourado, nome que talvez se deva ao facto de quem completar os 233,9 quilómetros, mereça levar para casa uma medalha de ouro. Esta pode ainda não fazer parte do roteiro, mas certamente que leva para casa as vistas costeiras a Norte e a Sul, que incluem "algumas das mais cénicas e espetaculares cascatas do País", como a Cascata da Cabreia, que faz parte do percurso verde e dourado.

Para descobrir, terá de fazer o percurso de 11 dias que cruza o mar e a Ria com as serras e o vale do Vouga, mas deixamos já um cheirinho do que vai encontrar.

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