Vários hospitais privados portugueses estão a cobrar uma taxa extra aos clientes nos episódios de urgência, exames, internamento e cirurgias. Devido ao surto de COVID-19, que já afetou mais de 21 mil pessoas em Portugal, grupos de saúde como a CUF, a Luz Saúde e os Lusíadas deixam do lado do cliente o pagamento de uma parcela correspondente aos custos dos equipamentos de proteção individual que os profissionais de saúde devem usar.

Mas alguns clientes não são avisados previamente sobre o pagamento deste valor. Depois de se dirigir à unidade CUF da Infante Santo, em Lisboa, para uma consulta de urgência, Pedro Carvalho foi encaminhado para a CUF Descobertas, onde foi atendido, mas a informação desta taxa extra só veio no final do check-in, após o processo estar quase concluído. "Fui só informado no final do check-in, aproveitando obviamente o que era uma situação de fragilidade”, relata Pedro na reclamação que apresentou, como escreve o jornal "Público".

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Para além do valor referente ao pagamento da consulta de urgência, Pedro Carvalho teve de pagar 25€ para material de proteção, apesar de garantir que nenhum dos profissionais que o atendeu tinha qualquer equipamento protetor, para além de máscaras. O "Público" avança também, depois de contactar a CUF, que o valor pago por Pedro Carvalho foi mal faturado — em vez dos 25€, deveria ter sido cobrado um extra de 8€.

Na CUF, o custo adicional nas urgências (ou atendimento permanente) é de 8€, 10€ para exames de imagiologia, e 15€ a mais na diária de internamento. Quando falamos de exames especiais ou cirurgias, os valores acrescem aos 45€ e 90€, respetivamente, tal como referido no site do grupo de saúde.

Já na Luz Saúde, não é cobrado qualquer valor extra no atendimento de urgência, praticando-se um extra de 10€ a cada dia de internamento, entre 8 a 10€ em exames de imagiologia, e esta taxa pode ir até 175€ em casos de cirurgia. Nos Lusíadas, é exigido um pagamento de 10€ nas urgências (até à data de 21 de abril, o valor praticado era 25€), 22€ no internamento, 7€ na imagiologia e 98€ em cirurgias.

Quanto a apoios, seguradoras como a Multicare estão a comparticipar estes custos, mas não é uma situação comum a todos os seguros de saúde, o que aumenta em muito a fatura final para os portugueses que preferem os hospitais privados para fugir às enchentes dos públicos.

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