Mark Zuckerberg, de origem judaica, anunciou esta segunda-feira, 12 de outubro, que o Facebook vai passar a proibir conteúdos que neguem ou desvalorizem o Holocausto. Até esta data, o CEO da rede social entendia que negar o Holocausto era uma questão de liberdade de expressão.

A nova política de combate ao discurso de ódio foi avançada pelo próprio Zuckerberg na página oficial de Facebook, na qual justifica a decisão. "Confrontei-me com um conflito entre assegurar a liberdade de expressão e os danos causados por negar ou minimizar o horror do Holocausto", argumenta o CEO.

"Definir os limites entre o que é um discurso aceitável não é simples, mas com o estado atual do mundo, acredito que este é o equilíbrio certo", termina a publicação. Mark Zuckerberg põe assim fim a um percurso de combate às publicações sobre crimes de ódio ou assassinatos em massa no Facebook, que passam a ser totalmente proibidos.

Além disso, anuncia o CEO, “se as pessoas pesquisarem pelo Holocausto no Facebook” vão ser automaticamente direcionadas para “fontes credíveis que forneçam uma informação precisa” sobre o genocídio de judeus, período marcante da História, que continua ainda presente na rede social.

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Isto porque, há alguns meses, o Facebook detetou que ao pesquisar pela expressão “Holocausto”, os utilizadores seriam remitidos para 28 grupos do Facebook e oito páginas com conteúdo a desmentir o extermínio de judeus e outros grupos pela Alemanha nazi.

A rede social chegou a remover da plataforma nos últimos meses grupos QAnon (um movimento que usa teorias da conspiração para promover a extrema-direita), bem como teorias de conspiração e estereótipos anti-semitas.

Contudo, esta nova medida pode ainda demorar até entrar em vigor, conforme anuncia a equipa do Facebook: “Há uma série de conteúdos que podem violar estas políticas, e vai demorar algum tempo até formarmos os nossos revisores e sistemas sobre as regras.”

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