Sem as censuras do Instagram, a OnlyFans é a rede social que está a dar que falar. Criada em 2016 no Reino Unido, a também aplicação móvel é um grande sucesso no seu país de origem, mas também em Espanha, onde teve um crescimento exponencial devido à atual situação de pandemia.

Com cerca de 20 milhões de utilizadores registados, a app tem um layout muito semelhante ao Instagram, e é uma rede social em que é preciso pagar para ter acesso a conteúdos de nudez e pornografia, criados pelos próprios utilizadores — que são mais de 70 mil. Seguindo a tendência que já é observada na indústria dos conteúdos para adultos, as mulheres são as principais criadoras, sendo o sexo masculino o principal "comprador".

De acordo com um artigo publicado no site "The Spectator", os homens pagam entre cerca de 6€ a 23€ mensalmente para ter acesso a conteúdos demasiado pornográficos para apps como o Instagram, entre fotografias ousadas, com nudez explícita, ou mesmo vídeos.

Mais: de acordo com as mesma publicação, para além do acesso a estes conteúdos, os subscritores podem ainda enviar mensagens privadas às detentoras dos perfis, e pagar um extra para obter vídeos personalizados ou fotografias, de acordo com as suas preferências individuais.

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Ao contrário de outros sites de adultos, onde os conteúdos são gratuitos, no OnlyFans, e dado que aqui é exigido um valor aos utilizadores, os criadores de conteúdo ficam com 80 por cento dos fees pagos pelos subscritores, enquanto que a empresa fica com os restantes 20 por cento.

E esta pode parecer uma forma fácil de fazer dinheiro. Entre outros utilizadores e criadores de conteúdo, atores e atrizes pornográficos estão a optar por esta app para conseguir dar a volta à crise global que estamos a viver. "Está a correr super bem. Tenho aqueles 'fiéis', que se registam todos os meses e com quem mantenho longas conversas no chat. E também os utilizadores mais esporádicos, que me pedem que faça um determinado tipo de vídeo. Entram para ver os vídeos e pronto", contou Carolina Abril, atriz pornográfica espanhola, ao "El Mundo".

Mas esta app pode ser insegura, e são vários os relatos de mulheres que tiveram problemas com a aplicação. Claudia, que se inscreveu no OnlyFans há seis meses, fê-lo com o intuito de ganhar dinheiro, depois de ouvir que era uma aplicação onde podia ganhar com a curiosidade dos homens em ver fotos ousadas.

"Ficou claro para mim que se tratava de um site pornográfico", disse ao "The Spectator". "Mas a grande vantagem é que não seria algo como o PornHub, por exemplo. Conheço miúdas que acabaram aí e é nojento. Achei que o OnlyFans podia ser melhor, e que se tratava de algo mais anónimo."

Mas pouco tempo depois de começar a produzir conteúdo para a app, Claudia descobriu que um dos seus seguidores tinha feito um meme pornográfico com as suas fotografias em topless, e as tinha publicado num site pornográfico. "Ele chegou mesmo a enviar-me a montagem, todo orgulhoso. Tentei queixar-me à OnlyFans, mas nunca tive uma resposta. Enviei-lhes cinco emails e nada. Acabei por desistir e apaguei a minha conta."

Ao mesmo site, Eloise, uma produtora de conteúdos do OnlyFans, descreve que recebe muitos pedidos estranhos por mensagem privada. "Já me pediram para vestir de colegial e me masturbar. Também tive um homem que me pediu para atar uma corda à volta do pescoço e fingir que estava a sufocar. Há muita gente esquisita por aí", afirma a britânica, que permanece no site.

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