A Ucrânia entra esta quinta-feira, 31 de março, no 36.º dia de guerra. Está a ser marcado por um ataque à cidade de Mykolaiv, no sul da Ucrânia, que causou 16 mortos. Há ainda bombardeamentos na cidade de Kharkiv e Chernihiv (cidade essa onde seria suposto acontecer uma diminuição dos ataques russos).

Segundo Moscovo, a promessa de reduzir as forças militares em Chernihiv e Kiev é apenas um "reagrupamento planeado de tropas" com o objetivo de "intensificar ações em áreas prioritárias e, acima de tudo, completar a operação para libertar completamente o Donbass", diz um novo relatório do ministério da Defesa da Rússia publicado na rede social Telegram esta quarta-feira, 30.

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Esta sexta-feira, 1 de abril, espera-se uma nova ronda de negociações, numa altura em que a Rússia estará então a reorganizar-se militarmente no território ucraniano. Tendo em conta as falsas promessas russas de segunda-feira, 28, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, mostra que não confia nas palavras dos invasores e diz que as tropas ucranianas vão continuar a lutar "por cada metro" do território.

Pelo menos 16 mortos num ataque em Mykolaiv

Durante a madrugada desta quinta-feira foi atingido um edifício administrativo em Mykolaiv, no sul da Ucrânia. Até ao momento contabilizam-se 16 mortos, avança a CNN Portugal. Quanto a feridos, o último balanço dos serviços de emergência dava conta de 33 feridos, mas é possível que os números sofram alterações à medida que as equipas operam no local e tentam descobrir vítimas debaixo dos escombros.

Continuam os ataques em Kharkiv e Chernihiv

Kharkiv, no nordeste da Ucrânia, tem sido uma das cidades mais fustigadas desde o início da guerra e os ataques continuam. Durante a madrugada, vários mísseis atingiram a zona residencial da cidade, causando um incêndio num dos prédios, e ainda um depósito de combustível.

Estima-se que 15% das casas da cidade ucraniana já tenham sido destruídas pela tropas russas, dados avançados pelo autarca de Kharkiv, Ihor Terkehov, citado pela agência noticiosa ucraniana Ukrinform na TSF. Além das habitações, os bombardeamentos diários também destruíram 76 escolas secundárias, 54 jardins de infância e 16 hospitais, avançou o governador da região.

Também Chernihiv continua a ser alvo de ataques russos, mesmo depois de a Rússia ter dito que ia reduzir a atividade militar na região. Segundo a última atualização do Ministério da Defesa do Reino Unido, os ataques a Chernihiv não cessaram, e Mariupol continua também a ser fortemente atacada.

Para o presidente ucraniano as negociações "são só palavras"

A um dia de serem retomadas as negociações entre a Rússia e a Ucrânia, o presidente Volodymyr Zelensky, na habitual declaração diária ao país e ao mundo, disse que considera que as reuniões não passam de palavras, para já.

"Estamos num ponto de viragem, onde queremos e devemos falar só do mais importante. Sim, há um processo de negociação em curso. Mas são só palavras, nada de específico", afirmou esta quarta-feira à noite, 30.

Prova disso é o facto de a Rússia continuar a atacar uma das cidades, Chernihiv, onde disse esta segunda-feira, 28, que ia reduzir as forças militares — no entanto, esta tem continuado a ser bombardeada. Por isso mesmo, o presidente ucraniano volta a passar uma mensagem sobre a força da tropas ucranianas.

“Não acreditamos em ninguém, não confiamos em frases bonitas. Há uma situação real no campo de batalha. O mais importante: não vamos oferecer nada. Vamos lutar por cada metro da nossa terra, por cada pessoa", acrescentou. Segundo Volodymyr Zelensky, os russos estarão a concentrar mais tropas na região do Donbass.

Ministros dos Negócios Estrangeiros dos países em conflito poderão encontrar-se

A Turquia, país que tem recebido as delegações da Rússia e da Ucrânia nas últimas negociações, avançou esta quinta-feira que poderá haver em breve um encontro entre os chefes da diplomacia dos dois países.

“Pode haver uma reunião de alto nível, pelo menos ao nível dos ministros dos Negócios Estrangeiros, daqui a uma ou duas semanas”, disse o ministro dos Negócios Estrangeiros da Turquia, Mevlut Cavusoglu, numa entrevista televisiva, citada pelo jornal "The Telegraph".

A acontecer, seria um momento importante para o avanço de um entendimento sobre a guerra que dura há mais de um mês. O encontro colocaria frente a frente os ministros Sergey Lavrov e Dmytro Kuleba.

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