O próximo debate entre Joe Biden e Donald Trump será ligeiramente diferente do primeiro, o qual o "The New York Times" apelidou de "espetáculo indisciplinado", uma vez que se assistiram a interrupções constantes do atual presidente ao seu oponente. Para garantir que o comportamento não se repete, cada interveniente terá dois minutos de intervenção sobre um determinado tema e, durante o qual, o oponente terá o seu microfone desligado para impedir interrupções. Depois desses dois minutos, seguir-se-á um momento de livre discussão durante a qual os microfones serão ligados.

A nova medida para o último debate antes das eleições presidenciais americanas foi anunciada esta segunda-feira, 19 de outubro, pela Comissão de Debates Presidenciais dos EUA. O encontro está marcado para esta quinta-feira (madrugada de sexta-feira, 23 de outubro, em Portugal), e será moderado por Kristen Welker, jornalista da NBC.

Apesar da Comissão de Debates Presidenciais considerar a medida necessária para reforçar aquela que foi a acordada previamente — a de os candidatos não se interromperem durante a argumentação —, a equipa responsável pela campanha de Donald Trump não gostou da ideia.

EUA. No primeiro debate, Joe Biden chamou "palhaço" e "mentiroso" a Trump antes de o mandar calar
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Bill Stepien, gestor da campanha do atual presidente do EUA, tornou pública uma carta que escreveu à Comissão na qual diz ser "totalmente inaceitável que alguém tenha esse poder" e que "a decisão de avançar com esta medida equivale a dar ainda mais controlo editorial à comissão do debate".

Donald Trump também reagiu, mas através dos jornalistas na fase final do seu comício no estado do Arizona. Apesar de estar descontente com a medida, revelou que não iria recusar comparecer no último debate. "Vou participar no debate, mas acho muito injusto que tenham mudado os tópicos e que tenhamos, uma vez mais, um moderador que é totalmente tendencioso", referindo à jornalista da NBC.

Este será o último debate presidencial antes das eleições americanas que estão marcadas para 3 de novembro. Joe Biden, o candidato pelo partido Democrata, tem estado à frente nas várias sondagens.

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