Na primeira entrevista concedida a Oprah Winfrey após ter-se assumido, em dezembro de 2020, como uma pessoa transgénero, o ator Elliot Page, que participou em filmes como "Juno" ou "A Origem", falou abertamente sobre uma transição que passou pela remoção dos seios e que, diz, lhe salvou a vida.

"Quero que as pessoas saibam que isto [referindo-se à intervenção cirúrgica a que foi sujeito] não só tem sido transformador na minha vida, como salvou a minha vida. E acredito que isso possa ser igual para tantas outra pessoas", começou por dizer a Oprah, na entrevista ao seu programa que faz parte do catálogo da Apple TV+.

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Após a transição, que explicou ainda estar a decorrer, o ator sentiu-se a descobrir uma energia completamente nova que sabia a liberdade. "Foi uma sensação muito libertadora e, ao mesmo tempo, incrivelmente nova porque senti, desde sempre, que não podia ser eu desde os meus dez anos de idade", continuou, sempre emocionado.

E ainda que, em 2014, o facto de assumir a sua homossexualidade lhe tenha permitido, de alguma forma, "libertar algumas coisas", o desconforto que sentia em viver num corpo que não era o seu não desaparece.

"Vivi profundamente reprimido durante todo o período dos meus 20 anos [mesmo após assumir-se homossexual], mas o desconforto em relação ao meu corpo não desapareceu", continua, assumindo que, falar sobre orientação sexual e identidade de género são "duas coisas completamente diferentes" — especialmente nos EUA, em que as pessoas transgénero continuam a não ver os seus direitos reconhecidos.

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Elliot Page, agora com 34 anos, foi o primeiro homem transgénero a ser capa da revista "Time", plataforma que, diz, quer aproveitar para poder defender os direitos da comunidade LGBTQ+.

"Há quem queira erradicar as pessoas trans. Por isso, pareceu-me muito importante falar [e assumir-se transgénero em dezembro]", diz.

"Com a plataforma e o privilégio que tenho, pareceu-me crucial falar num momento em que sabia as dores, as dificuldades e os obstáculos por que outras pessoas estavam a passar." Porque ele próprio, diz, sentiu-as na pele.

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