O dia na Ucrânia começou com o som das sirenes de aviso sobre ataques aéreos nas cidades de Jitomir, Chernoby e Kiev. Nesta última, os alarmes soam há vários dias e espera-se a qualquer momento um ataque das tropas russas.

Ao 24.º dia de guerra, o presidente Volodymyr Zelensky pediu que sejam feitas rápidas negociações com a Rússia de modo a "restaurar a integridade territorial e a justiça pela Ucrânia". O presidente ucraniano pretende negociar de forma "justa" e "sem demora".

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A Ucrânia continua a ser alvo de constantes ataques russos e sabe-se agora que o país usou pela primeira vez neste combate mísseis hipersónicos, que têm um alcance superior a 2 mil quilómetros.

Saiba tudo sobre as últimas horas do conflito entre a Rússia e a Ucrânia.

Atingido hospital em Trostianets

Este sábado foi atingido um hospital na cidade de Trostianets, na região de Sumy, na Ucrânia. Não há vítimas a registar, sabe-se apenas que o ataque deu origem a um incêndio nos armazéns de uma empresa na cidade.

"Cerca de 4.500 pessoas abandonaram a zona de combate na região de Sumy. Ainda há pessoas que querem sair. Isto é especialmente verdade em Trostianets e Krasnopil", disse o chefe da administração militar regional de Sumy, Dimitri Zhivitskii, de acordo com a agência de notícias ucraniana Ukrinform, citada pela CNN Portugal.

Corredor humanitário em Lugansk e outros esperados este sábado

Foi aberto um corredor humanitário este sábado na região de Lugansk, no leste da Ucrânia, avança o governador da região, Serhiy Gaiday, na rede social Telegram. "O regime de silêncio deve ser estabelecido às 9h [7h em Lisboa] para iniciar a evacuação da região e para levar comida, água e remédios para aqueles que ficam (...) O corredor humanitário foi acordado a alto nível. Espero que os acordos alcançados pelos russos sejam respeitados", escreveu.

Na região de Lugansk, foram mortas quatro pessoas e outras dez ficaram feridas na sequência de bombardeamentos nas cidades de Severodonetsk e Rubizhne na madrugada deste sábado.

Ainda este sábado, são esperados mais dez corredores humanitário, um deles na castigada cidade de Mariupol, segundo a vice-primeira-ministra ucraniana, Iryna Vereshchuk, citada pela CNN Portugal. Sabe-se que os combates já chegaram ao centro da cidade, o que dificulta a passagem segura dos civis nos corredores humanitários que têm sido criados.

Presidente ucraniano pede negociações com a Rússia

Num vídeo publicado esta madrugada, 19 de março, na rede social Telegram e no Facebook, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, disse que é "altura" de falar com Moscovo sobre paz.

"As negociações sobre paz e segurança para a Ucrânia são a única hipótese para a Rússia de minimizar os danos causados pelos próprios erros", disse no vídeo filmado numa praça deserta em Kiev. “É hora de nos encontrarmos. Hora de falar. É hora de restaurar a integridade territorial e a justiça pela Ucrânia. Caso contrário, as perdas da Rússia serão tão grandes que várias gerações não serão suficientes para [o país] recuperar”, continuou.

Zelensky pede ainda negociações "relevantes, justas e sem demora". Várias sessões entre as delegações russa e ucraniana já decorreram desde o início da guerra, as últimas por videoconferência, e já se começou a traçar um acordo para o cessar-fogo.

Rússia intensifica ataques com mísseis hipersónicos

Pela primeira vez, a Rússia admite usar mísseis hipersónicos em combate. A informação é avançada pela BBC e confirmada pelo porta-voz do Ministério da Defesa russo, Igor Konashenkov, que disse que as tropas usaram esse armamento — mais especificamente mísseis hipersónicos Kinzhal cuja velocidade é Mach 10 (cerca de 12,346 km/h) — para destruir um depósito de mísseis e munições em Ivano-Frankivsk, no oeste da Ucrânia.

Os mísseis hipersónicos podem viajar entre cinco a 25 vezes mais rápido que a velocidade do som e atingir todo o tipo de defesa antiaérea.

O impacto da guerra no acesso a bens alimentares

António Guterres, secretário-geral das Nações Unidas, publicou no Twitter uma mensagem de alerta sobre a crise de fome que o conflito iniciado a 24 de fevereiro pode vir a trazer. Guterres pede que se faça tudo para "evitar um furacão de fome".

“A Guerra na Ucrânia já está a interromper as cadeias de fornecimento e a provocar que os preços dos combustíveis, alimentos e transportes subam de forma vertiginosa. Temos de fazer tudo para evitar um furacão de fome e um colapso do sistema alimentar global", pode ler-se na publicação.

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