Na conferência de imprensa desta segunda-feira, 25 de maio, a Organização Mundial de Saúde (OMS) admitiu que era importante estar-se preparado para a possibilidade de haver uma segunda vaga do surto. Horas antes, no entanto, a mesma organização argumentou que era muito improvável que viesse mesmo a haver um segundo embate.

Michael Ryan, diretor-executivo do programa de Emergências Sanitárias da OMS, afirmou que era preciso estar-se consciente de que a doença podia voltar "a disparar a qualquer altura".

"Não podemos supor que [os números referentes a novos contágios no mundo] vão continuar a descer e que teremos alguns meses para nos preparar uma segunda vaga. Pode acontecer um segundo pico, como aconteceu noutras pandemias, como na da gripe pneumónica", terá dito, segundo escreve o jornal "Expresso", citando a Lusa.

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Durante a mesma conferência, Maria Van Kerkhove, a principal técnica responsável pelo combate à COVID-19, reforçou que os estudos feitos até agora são poucos. Só dois foram publicados e cerca de 20 estão em fase de pré-publicação, mas o que todos concluem é que "uma grande parte da população continua suscetível" ao vírus.

"Se encontrar uma oportunidade, este vírus provocará surtos. Uma característica única deste novo coronavírus é a capacidade de se amplificar em certos ambientes fechados, com uma super-propagação, como temos visto em lares de idosos ou hospitais", adiantou, segundo escreve o mesmo jornal.

No entanto, estas declarações vão no sentido oposto àquelas que, horas antes, foram as declarações de María Neira, diretora do Departamento de Saúde Pública da OMS, que afirmou que uma segunda vaga do surto seria "cada vez mais" improvável.

E ainda que tenha recomendado prudência, a especialista indicou que os modelos de previsão com que a OMS tem vindo a funcionar avançam algumas probabilidades, "desde novos surtos pontuais a uma nova vaga importante", mas que a última possibilidade seria "cada vez mais de descartar".

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