É já o 19.º dia de guerra e a paz volta a estar em cima da mesa naquela que será a quarta reunião entre a Rússia e a Ucrânia desde o início da invasão russa. O encontro vai decorrer, desta vez, por vídeo-conferência.

Sabe-se que a guerra já provocou mais de 2 milhões de refugiados, segundo o ministério da defesa britânico, e também são avançadas várias vítimas mortais. Só em Mariupol, são já mais 2.500 pessoas, conforme foi avançado pelo conselheiro do presidente ucraniano, Oleksiy Arestovych, esta segunda-feira, 14.

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No que toca a crianças de todo o território, o gabinete do procurador-geral da Ucrânia refere que morreram 90 desde o início da guerra. “O maior número de vítimas foi registado em Kiev, Kharkiv, Donetsk, Chernihiv, Sumy, Kherson, Mykolayiv e na região de Zhytomyr”, pode ler-se no comunicado, citado pela Sky News.

Fazemos um ponto de situação sobre o 19.º dia de confronto.

Rússia e Ucrânia reúnem-se pela quarta vez

Desde o início do conflito, as delegações russa e ucraniana discutiram a guerra três vezes e com poucos avanços, à exceção do acordo para a criação de corredores humanitários. Uma quarta sessão foi marcada para esta segunda-feira, 14, e já estará a decorrer dado que tinha início às 8h30 de Lisboa (10h30 em Kiev). Desta vez, a reunião vai acontecer por vídeo-conferência.

Conselho de Estado reúne-se para discutir situação na Ucrânia

A guerra entre a Ucrânia e a Rússia vai ser tema numa reunião do Conselho de Estado, órgão político de consulta do Presidente da República, marcada para esta segunda-feira, pelas 15h, no Palácio da Cidadela, em Cascais. A sessão foi convocada a 7 de março pelo presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e tem um só objetivo: discutir “situação na Ucrânia”.

E o porquê de Marcelo precisar de ser aconselhado nesta altura? Porque, primeiramente, é uma forma de reforçar a "coerência entre os órgãos de soberania portuguesas sobre a questão da Ucrânia", defende o politólogo José Adelino Maltês na CNN Portugal e, em segundo lugar, de saber que estratégia adotar para, por exemplo, receber refugiados em Portugal.

“É normal que o Presidente, perante uma situação do foro humanitário, recolha os pareceres de outros conselheiros sobre como lidar com a situação”, frisa outro politólogo, José Filipe Pinto, prevendo que um dos temas da reunião seja como "acolher estes refugiados, estas pessoas, com a dignidade decorrente da condição humana enquanto analisamos o processo".

Vários ataques durante a noite

Na madrugada desta segunda-feira, as sirenes soaram em quase todas as regiões da Ucrânia: em 19 das 24 regiões do território ucraniano, segundo o jornal "The Kyiv Independen", no Twitter.

Os russos atingiram um prédio residencial no bairro de Obolon, em Kiev, depois de bombardeamentos que provocaram um incêndio. Deste ataque sabe-se, para já, que resultam dois mortos e três feridos, avança o "Observador".

Nos arredores de Kiev, foi também atingida a fábrica de produção de aeronaves Antonov, uma importante base aérea militar das forças ucranianas. Regista-se ainda um ataque aéreo em Rivne, no noroeste da Ucrânia, sob a torre de televisão da cidade que ficou danificada, embora não haja registo de mortos ou feridos até ao momento. É já o segundo ataque numa estação de televisão, tendo o primeiro acontecido no início de março, em Kiev.

China nega pedido de ajuda por parte da Rússia

Este domingo, 13, correu a notícia de que a Rússia tem pedido ajuda militar e económica à China. No entanto, um porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros da China já veio desmentir as acusações lançadas pelos Estados Unidos e disse que trata-se de “desinformação” dos EUA, cita a Sky News.

A informação tinha sido divulgada no jornal norte-americano "The New York Times", que avançava ainda que Putin pediu armas para as tropas russas que combatem na Ucrânia, e dizia que os dados tinham sido obtidos junto de fontes das autoridades norte-americanas.

Rússia bloqueia Mar Negro

Segundo a última atualização do ministério da defesa britânico sobre a situação na Ucrânia, os russos estão a bloquear o Mar Negro. As informações foram obtidas pelos Serviços Secretos e publicadas pelo ministério da Defesa do Reino Unido no Twitter na noite deste domingo, 13.

Na publicação, pode ler-se que as forças navais russas “conseguiram impor um bloqueio à distância da costa do Mar Negro à Ucrânia”, com o objetivo de “isolar a Ucrânia das trocas marítimas internacionais”.

Já esta segunda-feira, o ministério dá conta de que já há mais de 2 milhões de refugiados devido à invasão da Rússia na Ucrânia.

Volodymyr Zelensky pede novamente o fecho dos céus da Ucrânia

O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky fez um apelo este domingo, 13, à NATO para que seja estabelecida uma zona de exclusão aérea na Ucrânia. O presidente tenta não só proteger o país dos ataques russos, como os Estados-membros da União Europeia (UE).

"Se não encerrarem o nosso céu, é apenas uma questão de tempo até que mísseis russos caiam no vosso território, no território da NATO, nas casas dos cidadãos da NATO", afirmou Zelensky numa mensagem de vídeo publicada na conta oficial de Telegram. Na mesma publicação, Zelensky deixou uma mensagem de esperança.

"Estamos a passar pela pior prova da nossa história. Das nossas vidas. Protegemos a coisa mais preciosa que temos. Temos de aguentar. Temos de lutar. E venceremos. Eu acredito nisso", disse o presidente ucraniano.

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