Depois de um período de proibição que durou apenas cinco anos e que pretendia proteger uma espécie em vias de extinção, o Botswana, o país localizado na África do Sul, vai voltar a permitir a caça, captura e abate de elefantes. E já foram emitidas as primeiras seis licenças.

A notícia foi avançada a 6 de fevereiro pela Rádio Renascença que, citando agências internacionais, confirmou que o período de caça iria arrancar já em abril. Cada licença vai permitir a captura e abate de 60 a 70 animais, numa altura em que a região parece sofrer com o aumento de animais da espécie.

Segundo a Rádio Renascença, o país africano submeteu o primeiro leilão de licenças onde estavam para venda pacotes de sete entradas disponíveis. No final do leilão, foram vendidas seis por um valor de 25.7 milhões de pula — que corresponde a cerca de 2.1 milhões de euros.

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Ainda segundo a mesma publicação, que cita oficiais botsuanos, a entrada em leilão limitou-se a uma empresa local que vai "garantir que quem caça os animais tem experiência comprovada na caça de elefantes e não tem qualquer condenação por crimes contra a vida selvagem."

Os mesmos oficiais acreditam que a caça da espécie é "essencial" para reduzir a tensão a que se tem assistido entre elefantes e humanos, especialmente os agricultores que, nos últimos meses, viram os seus cultivos completamente destruídos por elefantes que deabulavam fora das zonas habituais a que se inicialmente se limitavam.

E ainda que a espécie seja considerada em vias de extinção, muito devido à prática de caça furtiva, o país africano tem registado um crescimento considerável da espécie — e terá sido esse o motivo a justificar o fim da proibição da caça.

No entanto, o retomar da caça de elefantes surge numa altura em que o Botswana, bem como outros países da África do Sul, começaram a considerar novas medidas que tivessem como objetivo preservar a vida de espécies mais procuradas por caçadores.

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