A Câmara Municipal de Lisboa proibiu a realização das tradicionais celebrações de Santo António, mas na noite de Santo António, de 12 para 13 de junho, não deixou de haver sardinhas nas mesas dos restaurantes dos bairros típicos de Lisboa, bem como um arraial (embora com parecer desfavorável da DGS).

Pelo segundo ano consecutivo, os Santos Populares não se realizaram como habitualmente — com arraiais, fogo-de-artifício, concertos ao vivo e casamentos de Santos António —, contudo, este ano foi possível sair à rua, com restrições e controlo policial. A Polícia de Segurança Pública (PSP) anunciou previamente, no início do mês, o plano de intervenção para o período dos Santos Populares, com especial atenção para a noite de 12 para 13 de junho.

"As pessoas não devem sair de casa e deslocar-se para estas zonas, especialmente as do coração da cidade, porque vai haver fortes restrições a partir das 19h00 de dia 12 [sábado] e até às 2h00 ou 3h00 da manhã de dia 13, domingo. A polícia vai colocar grades a fazer esse condicionamento e essas limitações, sempre com uma lógica proporcional, de acordo com a dinâmica e mobilidade das pessoas", disse em comunicado.

O controlo foi efetuado como previsto e decorreu "sem incidentes assinaláveis", disse a PSP este domingo, 13. "A ação que temos, tanto da operação em si, no geral, como do dia de hoje, foi de um cumprimento generalizado por parte dos cidadãos e por parte dos comerciantes das normas em vigor. Nenhum incidente a registar", disse Bruno Pires, do comando de Lisboa da PSP,  à Rádio Observador.

Já a festa, fez-se na mesma, mas de maneira diferente. Houve sardinhas assadas na rua, apenas servidas em restaurantes — com mesas cheias e filas para sentar — e não nos fogareiros que inundavam as ruas de fumo, segundo o "Jornal de Notícias", e também houve um arraial da Iniciativa Liberal, anunciado como "evento político", embora sem recomendação da Direção-Geral da Saúde (DGS).

O delegado de Saúde Regional de Lisboa e Vale do Tejo, António Carlos da Silva, mostrou-se "desfavorável relativamente a todas as atividades que extravasem o referido comício político", e defendeu que o evento devia ser adiado, segundo a TSF, que cita o parecer a que a agência Lusa teve acesso.

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O candidato da IL à Câmara de Lisboa, Bruno Horta Soares, entendeu que "a DGS não proibiu o evento, apenas não recomendou, deu o seu parecer desfavorável", e o arraial aconteceu, tal como estava previsto. O início estava marcado para as 17 horas deste sábado e o Largo Vitorino Damásio, em Santos, encheu-se de centenas de pessoas (do partido, estrangeiros e outros cidadãos) que festejaram, com máscaras, entre dezenas de mesas, quiosques de venda de bebidas e ainda quatro assadores de sardinhas e bifanas.

O arraial estava montado e, para o candidato, bem como para o atual presidente da IL, Cotrim de Figueiredo, serviu para demonstrar que é possível realizar eventos desta natureza. "É o arraial em que provamos que não há impossíveis. Só não encontra soluções, Sr. Medina, quem não vai à procura delas", disse Bruno Horta Soares num discurso no evento.

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