Numa altura em que Portugal está em estado de alerta devido ao número de contágios por COVID-19, e que milhares de pessoas estão a fazer uma quarentena voluntária em casa, há uma dúvida que muita gente tem e que é importante ser esclarecida: é ou não seguro encomendar comida que nos é entregue em casa por um estafeta?

É que numa altura em que é recomendado que ninguém saia de casa, o mais normal será recorrer a sistemas de entrega ao domicílio como a Uber Eats, a Glovo ou a qualquer empresa que nos leve comida a casa. Para a médica de medicina interna Ana Isabel Pedroso, ouvida pela MAGG, não há grandes dúvidas.

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Embora a especialista admita que há riscos pelo facto de a comida passar por várias pessoas antes de chegar ao cliente, e porque há contacto entre cliente e estafeta no ato da entrega, a encomenda de comida ou produtos ao domicílio ainda é o mais seguro para todos. É isto que está a acontecer em grande escala nos primeiros países a registar várias infeções por COVID-19.

"O que tem acontecido noutros países, nos primeiros a registar vários casos de infeção por coronavírus, é que o sistema de encomendas tem sido recomendado e privilegiado até mesmo às pessoas que se encontram em isolamento forçado ou quarentena. Tem-se falado muito na preferência de optar por entregas de comida ou de outros produtos básicos, como roupas ou produtos para a casa, e houve até várias empresas a reduzir ou eliminar as suas taxas de entrega", explica.

COVID-19. Afinal, é ou não seguro encomendar comida para nos levarem a casa?
Ana Isabel Pedroso é médica de medicina interna e diz que devemos privilegiar tudo o que seja encomendas online

Por isso mesmo, Ana Isabel Pedroso não tem qualquer problema em recomendar que as encomendas de comida ou de outros produtos sejam privilegiados quando comparadas com a deslocação a grandes superfícies comerciais. Mas garante que é necessário tomar todas as medidas necessárias.

"Não tenho qualquer problema em dizer que encomendar online para que seja entregue em casa é uma melhor ideia do que sair e ir comprar, mas as pessoas têm de ter cuidado", reforça. Como? Em primeiro lugar, continua, garantindo que os produtos são pagos no ato da encomenda — através de um cartão de crédito ou de multibanco.

"Isto vai permitir que, no ato da entrega, não haja contacto do estafeta com o seu cartão ou com o dinheiro. Da mesma forma, deve, sempre que possível, pedir ao estafeta para deixar a comida à porta para que não haja entrega de mão em mão, reforçando o distanciamento social que é tão importante nesta altura." Mas para que tal aconteça, frisa, é necessário que os produtos sejam pagos no ato da encomenda.

No entanto, e no que toca à comida e às empresas responsáveis pela sua confeção, a especialista diz que a única coisa a fazer é confiar. "Não temos outro remédio senão confiar de que as empresas e os seus colaboradores estão a reforçar os cuidados mínimos de higiene nos seus estabelecimentos e de que, na altura de a embalar, o fazem devidamente e com especial atenção às medidas de prevenção."

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É por isso que a médica de medicina interna diz que, no caso de um paciente lhe perguntar se é boa ideia encomenda comida para lhe ser entregue em casa, esta não terá problemas em recomendar.

"Acredito que é uma medida muito melhor. Aliás, é mais perigoso obrigar a pessoa a sair e dirigir-se a locais públicos onde vai estar mais exposta e vulnerável", garante.

Por isso, conclui: "Devemos privilegiar tudo o que é encomendas online e manter o isolamento ao máximo, fazendo de tudo o que seja necessário para nos mantermos em casa, exceto quando é estritamente necessário sair."

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