Há mais nove mortes e 423 novos casos de infeção em Portugal pelo novo coronavírus. São estes os dados divulgados esta quinta-feira, 25 de março, pela Direção-Geral da Saúde (DGS), no novo boletim epidemiológico.

A marcar a atualidade internacional está o facto de a farmacêutica AstraZeneca ter baixado, esta quarta-feira, a eficácia da sua vacina contra a COVID-19 de 79% para 76%, depois de ter sido atualizado o estudo dos  Estados Unidos.

Apesar desta alteração, os novos dados continuam a ser muito semelhantes aos anteriores, já que indicaram novamente 85% de eficácia entre pessoas com mais de 65 anos e 100% de eficácia contra casos graves da doença ou hospitalizações. "A análise principal é consistente com a análise intercalar publicada anteriormente e confirma que a vacina COVID-19 é altamente eficaz em adultos, incluindo aqueles com 65 anos de idade ou mais", declarou Mene Pangalos, o vice-presidente executivo da AstraZeneca, citado pelo "Jornal de Notícias". 

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Em Portugal, atualmente, apenas 30% da população que integra o grupo da primeira fase tem a vacinação completa e 61% recebeu a primeira dose. No início do processo de vacinação estimava-se que por esta altura já 1,4 milhões de portugueses estivessem vacinados e que a o primeiro grupo estivesse todo imunizado até ao final de março, mas tal não se irá verificar.

As falhas nas entregas das vacinas têm sido o principal fator apontado pelas autoridades de saúde para os atrasos, mas quem está no terreno refere outros problema, tais como o sistema de convocatória por mensagem, pouco aceite pelos mais idosos, ou a seleção dos utentes por critérios clínicos, que leva muito tempo uma vez que, devido à obrigatoriedade de sigilo, só pode ser feita por profissionais de saúde, avança o "Diário de Notícias".

Além disso, neste momento "há centros de saúde que chegam a ficar só com um dia ou dois na semana para vacinar utentes", refere ao mesmo jornal o presidente da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar, Nuno Jacinto. Dado o efetivo atraso na entrega de vacinas, Nuno Jacinto acrescenta ainda que "é quase impossível avançar com um prazo para o final da primeira fase da vacinação".

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