Iniciou-se esta segunda-feira o período de situação de calamidade pública livre das restrições excecionalmente impostas pelo governo relativas ao fim de semana prolongado de 1 a 3 de maio. E uma das medidas que passam a vigorar é também das mais polémicas e das de mais difícil controlo: a obrigatoriedade do uso de máscaras nos transportes públicos, como alertam os próprios funcionários das estruturas de transportes.

Com esta primeira fase de retorno à normalidade, com a reabertura de muito comércio e serviços, é expectável que a partir desta segunda-feira, 4 de maio, comece a existir um maior fluxo nos transportes públicos. Luís Bravo, presidente do Sindicato Ferroviário da Revisão Comercial e Itinerante, avança que será “praticamente impossível de garantir” a segurança nestes transportes cumprindo a lotação máxima de 2/3 e o uso obrigatório de máscaras, noticia o “Correio da Manhã”.

Apesar de a Comboios de Portugal (CP) ter reposto a 100% a oferta dos serviços para evitar uma aglomeração, Luís Bravo explica que as equipas de revisores estão “apreensivas” por não haver medidas concretas sobre como devem proceder.

Estudo. Para cada caso sintomático, há 5 ou mais casos sem sintomas
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Cabe então a estes profissionais ter uma ação “pedagógica”, explica José Manuel Oliveira, secretário-geral da FECTRANS ao mesmo jornal. Isto acontece já que os revisores não podem multar ou impedir a entrada dos passageiros nos comboios, tarefa essa da competência da Polícia de Segurança Pública (PSP). José Manuel Oliveira deu o exemplo de como ainda em estado de emergência se deram algumas “enchentes” em Sintra. “Um revisor que tem de percorrer seis carruagens, nunca conseguirá sozinho controlar os passageiros”, referiu.

Ainda não se sabe como se vai garantir a segurança em termos de lotação máxima e do uso obrigatório de máscara, no entanto existem algumas certezas no que toca à utilização dos transportes da CP. A validação do bilhete continua obrigatória e continuará a ser preciso acionar o botão para que as portas da carruagem sejam abertas. Nas estações com maior tráfego, como em São Bento e Campanhã no Porto, Cais do Sodré, Santa Apolónia, Rossio e Oriente, em Lisboa, vão existir máquinas de venda automática de máscaras, luvas e gel desinfetante. Os preços ainda não são conhecidos.

Também o Metro de Lisboa vai recorrer a máquinas de venda automática com máscaras, gel e luvas, avançou a empresa em comunicado. Já o controlo da lotação poderá ser feito com o apoio da PSP, assim como o controlo do uso de máscara obrigatório. Até ao dia de ontem, o metro circulava com horário de fim-de-semana, ou seja, seis carruagens de dia e de noite.

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