Numa altura em que o primeiro-ministro avança com medidas para aliviar o confinamento a partir de maio, faz sentido pensar como será feito o retorno à normalidade dos portugueses. De um momento para o outro viram-se em teletrabalho, ao mesmo tempo que precisam de cuidar de filhos, separados da família e com as idas à rua reduzidas ao estritamente necessário.

Com um isolamento social que já vai para mais de um mês, como será o comportamento dos portugueses assim que as restrições forem levantadas? Foi a esta pergunta que o estudo da Boutique Research quis responder. “Nesta altura, em que se fala de um eventual fim/atenuar do confinamento, é fundamental perceber como os consumidores irão atuar num futuro próximo e que comportamentos adotados nesta época tão atípica se poderão manter, pelo menos durante algum tempo”, explica Sofia Abecasis, sócia fundadora da Boutique Research. “O que vai ser afinal este ‘novo normal’?”.

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O futuro pós-confinamento poderá trazer um retorno ao espaço público a medo, um aumento imediato em alguns setores de comércio e ainda é possível que as pessoas continuem com alguns dos comportamentos que adquiriram durante este tempo de isolamento social.

1. Retorno ao espaço público. Assim que as medidas começarem a ser aliviadas é possível que os espaços públicos como jardins, praias, cafés e comércios locais sejam os espaços com mais gente. Ainda assim, os portugueses continuam reticentes em viajar, assistir a concertos ou voltar ao ginásio. Segundo este estudo, 62% dos inquiridos declara que não irá de imediato viajar de avião, 65% explica que não irá de imediato a concertos e festivais, 57% pensa o mesmo de ginásios e 60% dos hotéis. 45% também não pensa voltar a centros comerciais tão cedo.

2. Aumento imediato em serviços como cabeleireiros. Depois de privados de várias atividades habituais, prevê-se um retorno inicial imediato em diversos serviços. 63% dos inquiridos alega que depois do isolamento social irá a um restaurante ou café, 51% irá optar por serviços de beleza como cabeleireiro ou manicure, 41% deseja ir ao médico e 40% pretendem marcar férias em Portugal.

3. Hábitos podem manter-se. Com o confinamento, vieram também novos comportamentos. O estar menos tempo no supermercado e o comprar apenas o essencial foram alguns dos hábitos que começaram a ficar enraizados. O estudo conduzido pela Boutique Research explica que estes dois poderão manter-se já que 38% e 30% dos inquiridos, respetivamente, pretendem manter esses hábitos. Fazer uma lista, pagar com cartão ou comprar o máximo possível no mesmo supermercado são outros comportamentos que os portugueses esperam manter mesmo depois de levantadas as medidas.

4. Remodelar a casa. Por passarem mais tempo em casa, os portugueses começaram a olhar para este espaço de uma maneira diferente. Quase metade dos entrevistados planeia fazer pequenas reformas em casa: 45% querem pintar, 30% pretendem renovar o mobiliário, e 26% gostava de renovar a casa de banho.

5. Compras online com mais categorias. Este estudo indica que não houve mais portugueses a fazerem compras online, ou seja, a percentagem das pessoas que o fazia manteve-se quase inalterada. O que mudou foram as categorias que compraram online. 22% dos inquiridos explicou que passou a comprar categorias que nunca tinha comprado. Os alimentos frescos, os medicamentos ou a comida pronta/take away foram alguns dos mais destacados.

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