O Governo anunciou esta terça-feira, 28 de setembro, a extinção da task force da vacinação contra a COVID-19. Numa visita do primeiro-ministro, António Costa, e da ministra da Saúde, Marta Temido, à sede da task force, no Comando Conjunto das Operações Militares, fez-se um balanço dos últimos meses e da importância que a vacinação teve para o País.

"Se alguém tinha dúvidas quanto à eficácia da vacinação, a trajetória da incidência intersectada com a trajetória da vacinação não deixa dúvidas", afirmou António Costa, agradecendo ao vice-almirante Gouveia e Melo e à sua equipa o trabalho feito até aqui.

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"É justo referir que o senhor vice almirante e toda a sua equipa deram um contributo fundamental para que o País reconheça quão importante é o investimento nas Forças Armadas. Neste momento de render da guarda entre o senhor vice almirante e o coronel Penha Gonçalves queria agradecer-lhe a si [Gouveia e Melo] muito pessoalmente e à sua equipa que neste momento segue para novas missões para sublinhar aqui o grande contributo das Forças Armadas", continuo o primeiro ministro.

Gouveia e Melo despediu-se hoje das funções de coordenador da task force, contudo, os centros de vacinação contra a COVID-19 vão continuar a funcionar pelo menos até ao final do ano, tal como já tinha sido dito por António Costa depois do Conselho de Ministros, na semana passada. Daqui para a frente, o planeamento dos centros passará a estar nas mãos de um grupo reduzido de militares, que vão ajudar na transição das funções para o Ministério da Saúde.

De acordo com Gouveia e Melo, o planeamento será dividido em três subgrupos que comunicam com o Governo e com as autoridades de saúde para orientar a vacinação contra a gripe e a administração de eventuais terceiras doses contra a COVID-19.

Costa garante que Portugal tem vacinas para uma possível 3.ª dose

Esta transição acontece numa altura em que Portugal tem praticamente 85% da população totalmente vacinada. Tal como explicou Gouveia e Melo esta manhã, para atingir 100% da população elegível, Portugal só pode vacinar mais 345.000 pessoas, das quais cerca de 140.000 ainda não estão aptas a receber a vacina porque recuperaram há menos de três meses da COVID-19. Ainda assim, dessas 345.000 há cerca de 80.000 que já recuperaram, mas ainda não foram inoculadas, escreve a SIC Notícias.

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Na manhã desta terça-feira, durante a visita ao Comando Conjunto das Operações Militares, António Costa afirmou ainda que Portugal está a aguardar a decisão da Agência Europeia de Medicamentos (EMA) quanto à terceira dose, e que, caso essa decisão aconteça, o País tem vacinas disponíveis para tal. "Se não for tomada essa decisão, Portugal não destruirá vacinas" e irá ajudar outros países, disse ainda o primeiro ministro.

Além de agradecer a todos os profissionais que estiveram envolvidos no plano de vacinação, Costa enalteceu ainda a atitude dos portugueses  "Sem desmerecer quem quer que seja pelo trabalho, sem a adesão dos portugueses teria sido impossível alcançar estes resultados", disse.

Campanha de vacinação da gripe até 15 de dezembro

Também esta terça-feira, 28, o vice-almirante fez questão de explicar que a eventual sobreposição da vacinação da gripe (que começou esta segunda-feira, 27 de setembro) com a administração de uma eventual terceira dose contra a COVID-19 não será um problema a nível logístico, devido à disponibilidade de vacinas e à continuidade dos atuais centros de vacinação para esta transição.

De acordo com o até aqui coordenador da task force, a campanha de vacinação da gripe deve ficar concluída até 15 de dezembro. "Estamos preparados para fazer 400 mil vacinas por semana e para terminar o processo até 15 de dezembro", revelou, citado pela "TSF". 

"O processo correu muito bem para a COVID-19 e estamos a tentar replicar para a gripe", disse.

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