Se anda pelo Tinder, é capaz de já se ter cruzado com o perfil de algum utilizador pertencente à Guarda Nacional Republicana (GNR). Nas redes sociais circulam exemplos de perfis destes militares, que divulgam fotografias fardados na aplicação de encontros.

Esta prática, que tem vindo a tornar-se tendência, está a preocupar a força de segurança militar portuguesa, que acredita que estas publicações representam "uma ameaça à segurança dos militares e das suas famílias", assim como refere o "Correio da Manhã".

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Consideram que a partilha destas imagens deve ser restrita e evitada já que pode vir a ser "descontextualizada" ou usada de uma "forma maliciosa". "A divulgação deste tipo de imagens ou vídeos nas redes sociais colide com os deveres dos militares da Guarda e com a deontologia do serviço policial, colocando em causa a imagem institucional", declaram.

A aplicação de encontros Tinder permite ao usuário carregar algumas fotografias para que os restantes utilizadores consigam escolher se estão ou não interessados. De acordo com a GNR, há militares a publicar "fotografias do interior dos aquartelamentos, do seu armamento e equipamento, e dos momentos em que se encontram no período efetivo de serviço".

Aqui está um exemplo. "Se costumas dizer 'fuck the police' esta é a tua oportunidade de ouro", escreve o alegado militar. Este tipo de iniciativas concede "aos elementos hostis à Guarda" a possibilidade de "controlarem as rotinas dos militares e das suas famílias, permitindo-lhes, assim, escolher o melhor momento para colocar em perigo os militares e as suas famílias".

A GNR recomenda, tal como afirma o mesmo órgão, mais formação e uma postura prudente. Por começarem a surgir mais casos como este, a Guarda Nacional Republicana publicou um relatório de informações aludindo ao código de conduta e utilização das redes sociais.

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