O homem de 76 anos que estava acusado do crime de homicídio qualificado do ator Bruno Candé conheceu a sentença esta segunda-feira, 28 de junho. Evaristo Marinho será condenado a 22 anos e nove meses de prisão por ter assassinado o ator a 25 de julho do ano passado em Moscavide, Loures.

O Ministério Público (MP) tinha pedido, a 18 de junho, que o homicida não tivesse uma pena inferior a 22 anos de prisão efetiva, opinião também defendida pela família de Bruno Candé. "Essa era a opinião da acusação, era também a nossa opinião, porque todas aquelas agravantes, para além do crime que foi parcialmente confessado pelo arguido", correspondiam a uma pena superior a 22 anos.

Por isso, de acordo com José Semedo Fernandes, advogado da família de Bruno Candé, "foi feita justiça", disse à saída do tribunal. As agravantes referidas pelo advogado dizem respeito ao ódio racial que terá motivado o crime.

De acordo com a presidente do coletivo de juízes, Sara Pina Cabral, que recordou expressões usadas por Evaristo Marinho antes de matar o ator, como "preto de merda, vai para a tua terra", não resta "qualquer dúvida" de que o crime aconteceu por racismo. "Parece absolutamente linear que há uma manifestação exteriorizada de sentimentos completamente contrários a princípios básicos da nossa comunidade", disse a presidente do coletivo de juízes, segundo o jornal "Público".

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Também esta segunda-feira, 28, ficou decidido que dois dos três filhos do ator de a "A Única Mulher", da TVI, receberão uma indeminização no valor de 120 mil euros.

O homicídio de Bruno Candé, aos 39 anos, foi confessado pelo homem de 76 anos na primeira audiência do julgamento, a 13 de maio, momento em que o MP alertou para uma postura de "indiferença" relativamente ao crime praticado em plena luz do dia.

Recorde-se que tudo aconteceu quando, em julho, uma discussão sobre a cadela que acompanhava o ator levou Evaristo Marinho a proferir vários comentários racistas, acabando por atirar seis tiros à queima roupa contra Bruno Candé. A atribuição da pena surge após terem sido realizados exames no Instituto Nacional de Medicina Legal e Clínica Forense (IMLCF) que confirmaram que o homicida não tinha problemas de saúde mental.

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