Fez parte dos dois executivos de António Guterres e foi dos poucos políticos em cargos governamentais a demitir-se após uma tragédia. Estávamos a 5 de março de 2001, um dia depois da tragédia de Entre-os-Rios e, às três da manhã, o ministro de Estado e do Equipamento Social demitia-se, numa invulgar conferência convocada para as 3 da manhã.

Jorge Coelho assumia publicamente a responsabilidade pela queda da ponte Hintze Ribeiro, que provocou a morte a 59 pessoas. "A culpa não pode morrer solteira nesse sentido têm que se tirar as consequências políticas", disse nesse dia.

Natural de Contenças, Mangualde, formou-se em engenharia na Universidade de Coimbra. Filiado no Partido Socialista desde 1982, teve a sua primeira experiência governamental um ano depois, como chefe de gabinete do secretário de Estado dos Transportes.

Braço-direito de António Guterres teve, entre 1995 e 2001, ao longo dos dois governos chefiados pelo atual secretário-geral da ONU, várias pastas ministeriais. A criação das Lojas do Cidadão, que vieram por fim a um puzzle burocrático e concentraram no mesmo espaço vários serviços públicos, foram obra sua.

Foi comentador do programa da SIC Notícias "Quadratura do Círculo", que depois passaria para a TVI24 com o nome "Circulatura do Quadrado". Deixou o formato televisivo em 2020

Jorge Coelho morreu 10 dias antes de completar 67 anos. De acordo com o "Correio da Manhã", teve um ataque cardíaco fulminante quando se encontrava de visita à Figueira da Foz. "Pelas 17h25, fomos chamados a uma residência na Figueira da Foz, onde se encontrava um óbito, que veio a ser confirmado", disse o comissário Fernando Santos, do Comando Distrital da PSP de Coimbra, citado pela "Sábado".  Era casado e tinha uma filha.

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