A reunião do primeiro-ministro e dos líderes partidários com o Infarmed terminou no início da tarde desta terça-feira, 12 de janeiro, com um "consenso muito generalizado perante aquilo que são os números verificados”, disse António Costa. Isto significa que além de ser essencial adotar medidas, estas terão "um horizonte de um mês e um perfil muito semelhante" àquele que foi adotado no confinamento de março, avançou o primeiro-ministro à saída da reunião.

"Independentemente do valor concreto em que estejamos [de casos de infeção], o que é certo é que estamos numa fortíssima dinâmica de crescimento que é necessário travar e a única forma, como sabemos, é através dos confinamentos", disse o primeiro-ministro. O que está prestes a entrar em vigor terá então duração de um mês, uma vez que as medidas demoram duas a três semanas a produzir efeitos positivos, justificou António Costa.

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Apesar da concordância no período de aplicação das novas medidas, o primeiro-ministro avança que o tema de divergência na reunião com os especialistas foi o funcionamento das escolas.

“Está fora de causa interromper atividades de avaliação, que estão em curso, por exemplo, no ensino superior". Quanto aos alunos até aos 12 anos, os especialistas concordaram que "nada justifica o encerramento das escolas", revelou António Costa. 

"A dúvida está nas faixas intermédias. A ponderação política terá de ter em conta outros fatores", disse. Dado o desacordo na opinião dos especialistas, a decisão terá como base os argumentos de diretores de escolas e associações de pais, bem como a “própria inteligência e perceção” dos decisores políticos.

António Costa descarta a responsabilidade das decisões para os "responsáveis políticos", mas alerta que, no que diz respeito à economia, o Governo tem de dar "apoio ao rendimento das famílias, proteger o emprego e as empresas”.

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O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, vai ouvir na tarde desta terça-feira os partidos sobre o estado de emergência e de seguida apresentará um decreto que será aprovado no Parlamento esta quarta-feira, 13. No mesmo dia, as medidas sobre o novo confinamento, que vai vigorar entre 14 e 28 de janeiro, serão anunciadas ao País.

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