Além de um novo espaço verde no meio de cidade de Lisboa, o novo parque urbano que está a ser construído na Praça de Espanha será uma homenagem ao arquiteto paisagista Gonçalo Ribeiro Telles, que morreu a 11 de novembro do ano passado. O nome, proposto pelo presidente da Câmara Municipal de Lisboa no dia em que o arquiteto morreu, aos 98 anos, foi aprovado em maio, estando assim prestes a nascer o Parque Gonçalo Ribeiro Telles. A inauguração está prevista para este domingo, 13 de junho, só que, para quem olha de fora, parece pouco provável que esteja pronto a tempo.

Contudo, garante o município, o novo parque urbano "abrirá no domingo para fruição pública", afirmou ao jornal "Público". Os procedimentos começaram no início do ano passado e a obra devia ter sido concluída nesse mesmo ano. No entanto, devido à pandemia e aos trabalhos aquando o desabamento do teto na linha azul do metro em setembro, tal não foi possível. Ainda que o parque não esteja finalizado, já estão concluídos os dois cruzamentos na Praça de Espanha, bem como uma ciclovia na mesma zona — intervenções usufruídas pela população desde há vários meses e que fazem parte do projeto.

Mas muito mais foi idealizado por Gonçalo Ribeiro Telles e estará presente no parque com o mesmo nome. O arquiteto idealizou para esta zona da cidade um espaço assente em "princípios ecológicos, de permeabilidade", bem como no "aumento do coberto, vegetal arbóreo e arbustivo com utilização de espécies autóctones", de acordo com a proposta aprovada e assinada em maio pela Câmara Municipal. O verde do novo parque urbano na Praça de Espanha vai permitir ligar o verde dos Jardins da Amnistia Internacional, no Corredor Verde de Monsanto, aos do famoso Jardim da Gulbenkian, na Avenida de Berna.

Outro dos elementos que o arquiteto quis valorizar é a água, e para isso será renaturalizada a linha de água do riacho do Rego, que passa na Praça de Espanha.

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O Parque Gonçalo Ribeiro Telles terá seis hectares de vegetação e de espaços que privilegiam o "peão e a bicicleta", algo ainda mais importante hoje em dia, dado que os espaços ao ar livre tornaram-se fundamentais após sucessivos confinamentos em Portugal. O parque urbano contará ainda com equipamentos infantis e desportivos que, de acordo com o município, estarão disponíveis ao público já este domingo.

O que fica então a faltar após a inauguração (que contará com presença do presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina, que tem estado debaixo de uma polémica sobre a cedência de dados de manifestantes anti-Putin à Rússia)? Uma cafetaria e quiosques que vão reabrir gradualmente, bem como alguns caminhos projetados para os visitantes poderem atravessar a área relvada.

Isto pelo menos para já. A longo prazo, há mais ideias planeadas para as imediações do jardim Parque Gonçalo Ribeiro Telles. O Instituto Português de Oncologia ficará maior, haverá uma nova sede do grupo Jerónimo Martins e outra do banco Montepio, junto à Avenida de Berna, e está ainda previsto um empreendimento com 280 casas, de acordo com o jornal "Público".

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