Depois de o corpo da militar de 20 anos ter sido encontrado na praia da Lagoa, Póvoa de Varzim, na tarde desta sexta-feira, 26 de novembro, os detalhes continuam a surgir. Ani Dabó morreu a tentar salvar as amigas, também militares, que haviam sido arrastadas pelo mar, na madrugada desse mesmo dia, avança o "Correio da Manhã".

O grupo que estava na praia era composto por oito militares em formação, quatro homens e quatro mulheres. Destes oito, duas jovens foram "molhar os pés", segundo o capitão do porto e Comandante local da Polícia Marítima da Póvoa de Varzim, Ferreira Teles, citado pelo "Observador".

No entanto, acabaram por ser arrastadas pelas ondas, levando os colegas a entrarem no mar para acudi-las – e Ani Dabó acabou por ser arrastada pela corrente neste processo, ao tentar salvar as amigas, explica o "Correio da Manhã". Estes jovens da Escola Prática dos Serviços do Exército estariam num bar da praia, em celebrações, após o fim de uma formação.

Depois do desfecho trágico, os bombeiros da Póvoa e o INEM foram os primeiros a chegar ao local. As três mulheres, que conseguiram salvar-se, estavam sentadas numa rocha, molhadas, apresentando sinais de hipotermia. Já os quatro homens procuravam Ani dentro e fora do mar, revela o "Correio da Manhã".

Encontrado cadáver de jovem de 20 anos arrastada pelas ondas na Póvoa de Varzim
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"Foram logo iniciadas buscas por terra e, com o nascer do dia, foram reforçadas com o helicóptero da Força Área e uma embarcação da Estação Salva-Vidas", explicou o capitão Ferreira Teles, citado pela mesma publicação. O corpo de Ani só foi encontrado mais tarde, pelas 15h30, tendo sido removido posteriormente e levado para o Instituto de Medicina Legal do Porto.

Os jovens foram transportados para o Hospital da Póvoa e os quatro rapazes já terão recebido apoio psicológico. Porém, os sobreviventes terão de ser ouvidos formalmente – e a polícia marítima vai enviar todos os elementos recolhidos para o Ministério Público, que terá de levar a cabo uma investigação. No entanto, as primeiras análises descartam a possibilidade de álcool no sangue dos sobreviventes, não indicando nada de anormal.

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