São quase mil páginas sobre a vida de Francisco Pinto Balsemão: “Memórias” chega esta quinta-feira, 3 de setembro, às livrarias e Cristina Ferreira e Marcelo Rebelo de Sousa são duas das figuras públicas mencionadas pelo empresário e presidente do conselho de administração da SIC, segundo o Correio da Manhã.

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Para Balsemão, "a fama e o prestígio subiram à cabeça" de Cristina Ferreira, “ao ponto de acreditar que poderá candidatar-se à Presidência da República". No livro de memórias, o empresário assume ter ficado surpreendido quando Cristina Ferreira deixou a SIC para voltar à TVI. "Mais chocado fiquei quando soube que, antes de anunciar a saída, já andava a recrutar pessoas para as levar para Queluz de Baixo", confessa em "Memórias", reconhecendo que a apresentadora "não deixa nada ao acaso" e "sabe o que quer".

Marcelo Rebelo de Sousa é descrito como o "escorpião que quer matar a rã" e acusado de traição desde que propôs que Balsemão colaborasse no "Expresso", em 1972. Para Francisco Balsemão, "o primeiro sintoma grave de que não podia confiar" em Marcelo aconteceu quando o atual Presidente da República escrevia "fofocas no Expresso", diz Balsemão, sem assinar e cometeu a "imbecilidade" de o apelidar de "Lelé da Cuca".

Memórias
créditos: Wook

O empresário recorda os avisos que recebeu quando convidou Marcelo Rebelo de Sousa para a política. Acusa-o de "intrigas desnecessárias entre ministros ou secretários de Estado", de aproveitar "intervalos do Conselho de Ministros ou idas à casa de banho para dar notícias aos jornalistas", recorrendo a "factos alternativos" e revela que o atual PR lhe tentou dar a "estocada final".

Ao longo de 23 capítulos, em "Memórias" são descritas relações com figuras de destaque a nível mundial, como "o estadista espanhol" que conhece há mais tempo, Juan Carlos, e o encontro com a personalidade que mais marcou o empresário, o Papa João Paulo II. São, ainda, abordados temas como o arranque da SIC, a morte de Sá Carneiro e respetiva sucessão, a relação com Ramalho Eanes, presidente da República entre 1976 e 1986, as oposições internas e a saída da política de Balsemão.

Há quase 40 anos, Francisco Pinto Balsemão anunciou que, um dia, escreveria um livro de memórias. Aos 84 anos, relembra a "infância fechada e exigente", o drama de chumbar no 2.º ano da Faculdade de Direito, a tropa na Força Aérea e o gosto pela aviação e como aprendeu a "saber decidir" com Kaúlza de Arriaga.

"Memórias", editado pela Porto Editora, está à venda a partir de quinta-feira, 3 de setembro, com um preço recomendado de 30€.

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