Catarina Furtado é mais uma das muitas celebridades que cortaram o cabelo em forma de protesto face ao que se passa no Irão, onde, a 16 de setembro, uma jovem curda de 22 anos foi morta por usar de forma incorreta o véu islâmico. Porém, a Internet não gostou do gesto.

Falam de "solidariedade perfomativa", de "vergonha alheia" e de "falta de noção". Criticam-na por ter cortado pouco cabelo (cerca de dois dedos) e pelo facto de esta ação, de modo nenhum, ajudar as mulheres iranianas. Acusam-na, ainda, de ridicularizar o protesto.

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Também Fernanda Serrano, Juliette Binoche, Isabelle Huppert e Marion Cotillard pegaram nas tesouras com o mesmo intuito. Mas, nas redes sociais, foi a iniciativa de Catarina Furtado a mais arrasada. Embora exista quem a defenda por estar, desde sempre, ligada às causas humanitárias, estão em minoria.

Catarina Furtado tornou-se, em 2000, a primeira portuguesa Embaixadora da Boa Vontade do Fundo das Nações Unidas para a População. Ativista pelos direitos das mulheres, fundou, em 2012, a associação Corações com Coroa. Desde 2016 encabeça o formato documental "Príncipes do Nada", da RTP, que retrata a realidade de populações desfavorecidas, vítimas da guerra, da fome e das desigualdades sociais e económicas.

A apresentadora, atriz e filantropa publicou, nas histórias do Instagram, um pequeno vídeo onde cortava uma ponta do cabelo. Desde então, alertou que "independentemente do que cada pessoa possa fazer, mesmo longe, o que não podemos é não fazer nada".

"Não podemos deixar passar os dias sem lembrar o que as mulheres do Irão (e não só) estão a viver. A tentar viver…", acrescentou, concluindo: "junt@s pela liberdade das mulheres no Irão".

Várias mulheres iranianas cortaram o próprio cabelo e queimaram o véu islâmico desde a morte de Mahsa Amini. Desde 1979 que as mulheres no Irão são obrigadas a usar um lenço que tape o cabelo (e a cobrir na totalidade os braços e as pernas). Caso não o façam, podem ser alvo de repreensão pública, multas, prisão ou morte.

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