Em apenas 10 anos, a Associação Corações com Coroa (CCC) mudou a vida de mais de três dezenas de mulheres. Através de bolsas de estudo em várias áreas, a associação sem fins lucrativos, criada por Catarina Furtado, fez com que meninas que queriam perseguir os seus sonhos não só o conseguissem, mas também se tornassem mulheres independentes e bem sucedidas. São estas e outras vitórias que a CCC, que é uma associação promotora da igualdade de género, não discriminação e não violência, já conquistou, num momento da História da Humanidade em que, tal como diz Catarina Furtado, nenhum direito humano, em especial das mulheres, pode ser dado como garantido.

A MAGG conversou com Catarina Furtado, a mulher, apresentadora da RTP, Embaixadora da Boa Vontade do Fundo das Nações Unidas para a População, documentarista da série da RTP "Príncipes do Nada", presidente da CCC, mas não (pelo menos num futuro próximo) política.

A Associação Corações com Coroa (CCC) nasceu em 2012, quando o País atravessava uma crise financeira. Agora, embora diferente, também vivemos um momento crítico, com as consequências da pandemia, a guerra na Ucrânia. Que necessidades, no que toca à igualdade de género, é que não eram prioritárias e são agora?
Gostaria de dizer que, na altura, as coisas estavam muito melhores e que o nosso trabalho de intervenção com base no género era menos prioritário, menos necessário. Mas não é verdade. Aquilo que me levou, na altura, a criar a associação, foi a experiência que eu tenho tido como Embaixadora da Boa Vontade do Fundo das Nações Unidas para a População. Há 10 anos, todas as questões ligadas à violência [de género] estavam terríveis e não vieram a melhorar. Antes pelo contrário. Com a pandemia e com as guerras, só vieram a piorar todas as formas de violência com base no género.

Se, na altura, era fundamental atuar, hoje em dia ainda é mais. Apesar de tudo, é bom que sublinhemos as coisas que foram conquistadas, Hoje em dia, há uma consciência muito maior de que é preciso uma efetiva igualdade de género para reduzir a desigualdade social e a pobreza. Essa é uma equação que está aprendida. Não está implementada por todos os governos, ainda não está pelo nosso, mas apesar de tudo está bem melhor. Ficou comprovado, com a pandemia e com as guerras, que estas conquistas na área da igualdade de género não estão garantidas e que são as primeiras a retroceder. Vimos isso com a violência doméstica, que aumentou. Vimos isso com as desigualdades sociais e com base no género que se agravaram, vimos isso com os abusos sexuais na guerra. Mais uma vez, as mulheres são usadas como armas de guerra.

"Enquanto não houver vontade política para se investir seriamente nas áreas da igualdade de género, da saúde sexual e reprodutiva e no planeamento familiar, a pobreza vai-se perpetuar"

Na pandemia, foi muito evidente que as mulheres foram muito mais prejudicadas, na questão do trabalho não formal e na acumulação de cargos, de mãe, mulher, profissional. As mulheres foram as mais prejudicadas e as mais discriminadas nos lay offs e nos despedimentos. Do ponto de vista da educação, tendencialmente as raparigas — mesmo em Portugal — quando existe uma dificuldade financeira do agregado familiar, são as primeiras a decidir que não vão tirar os cursos superiores para contribuírem financeiramente para a família. 

E, ainda assim, estão em maioria nas universidades.
Em maioria e com melhor aproveitamento escolar. As melhores notas são das raparigas, mas não têm um retorno no mercado de trabalho. Depois, a participação pública ainda é muito menor do que a dos homens. A nível global, são precisos 130 anos para que as mulheres atinjam os mesmos cargos superiores. 130 anos! É inacreditável. Enquanto não houver vontade política para se investir seriamente nas áreas da igualdade de género, da saúde sexual e reprodutiva e no planeamento familiar, a pobreza vai-se perpetuar. Reside efetivamente na mulher a capacidade de gerar riqueza e também de ser ela a promotora da educação e da saúde dos próprios filhos.

Filhos homens e mulheres.
Exatamente. E nesse aspeto acho que é muito importante a forma como as mulheres educam os seus rapazes. Têm que os educar para uma cidadania feminista, igualitária, mais justa. Muitas vezes somos nós que falhamos nessa educação. Está enraizada uma cultura de proteção dos rapazes porque as mulheres sempre foram as guerreiras. Mesmo na guerra, quem é mais corajoso é a mulher. Elas não fogem, dão o corpo às balas, põem os filhos atrás das costas e continuam a dar à luz sem condições nenhumas. Na pandemia percebeu-se que os projetos que foram cancelados imediatamente foram os ligados à saúde sexual e reprodutiva, o que provocou [a nível mundial] 121 milhões de gravidezes não intencionais. 5 a 10% foram abortos inseguros que derivaram em mortes maternas. Algumas gravidezes foram fruto de abusos sexuais, outras foram não só por não existir noção de autonomia corporal, como por não existirem métodos contracetivos e serviços de saúde sexual e planeamento familiares disponíveis para as mulheres. 

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Esta semana, assistimos a uma vitória da opinião pública, com a retirada da proposta de avaliação dos médicos de família consoante o número de mulheres pacientes que se submeterem a uma intervenção voluntária da gravidez ou com doenças sexualmente transmissíveis. Apesar de isto ter sido apenas uma proposta, existe para sim algum receio de retrocesso, como estamos a assistir nos Estados Unidos (reversão do caso Roe vs Wade e subsequente ilegalização do aborto)?
Claro que sim. O efeito borboleta existe e a história está feita de ciclos. Se há uma coisa que podemos constatar é que os direitos humanos nunca estão garantidos. Sobretudo os direitos das mulheres. Nós já passámos por uns Estados Unidos extremamente conservadores, com George W. Bush. Depois tivemos uma altura bastante mais humanista, com Obama. Depois, voltámos a ter um olhar altamente conservador, com Trump e o que está acontecer agora é perigosíssimo.

Estamos a assistir na Europa, e em Portugal também, aos ventos do populismo, que têm medo da emancipação das mulheres e da igualdade de género. Isto resume-se basicamente a medo. O que temos de ter é uma vigilância permanente, homens e mulheres. Fui muito beliscada socialmente porque estive na luta pela despenalização do aborto. Na altura, era muito mais nova, muito popular dentro da televisão. Recebi cartas horrorosas, que o que eu queria era matar criancinhas. Entretanto percebeu-se que quem estava pelo sim da despenalização não estava pelo sim ao aborto. Queria sim que as mulheres não fossem presas por fazer um aborto. E a verdade é que nós estávamos certas. Veio provar-se aquilo que era a nossa convicção: que, se houvesse a despenalização, haveria muito menos abortos inseguros e menos complicações para a saúde da mulher. Se nós estamos, cada vez mais, hoje em dia, a falar das questões da autonomia corporal, não podemos deixar que isto volte para trás. E tenho muito receio. 

"Quem quer apoiar uma associação que tem estas características tem que ter paciência"

Ao longo dos 10 anos da Associação Corações com Coroa, há alguma história que a tenha marcado em particular?
Há muitas histórias. Nós demos 34 bolsas de estudo ao longo de 10 anos, em áreas tão distintas como Enfermagem, Medicina, Direito, Gestão, Fisioterapia, Economia, futebol…[o caso da] Jéssica Silva. São áreas muito diferentes. São sonhos que estas raparigas tinham e que estavam em risco de não os concretizar por serem raparigas , por virem de contextos socioeconómicos difíceis e por precisarem apenas de um empurrão. O empurrão materializa-se não só através da bolsa financeira, mas do nosso acompanhamento gratuito, através das nossas psicólogas e assistentes sociais e às vezes algum apoio jurídico, quando é necessário. Isto é o chamado poder transformador, em que utilizamos os números para falar de pessoas. Elas, depois, vão ajudar a CCC com o seu contributo, para ajudar outras bolseiras. Isso é muito empoderador e inspirador, e faz com que nós esqueçamos as horas de cansaço e continuemos a apostar no potencial destas raparigas.

É isso que prometemos para os próximos 10 anos. Já ultrapassámos os 5000 atendimentos, que resultaram no empoderamento de 584 mulheres na sua totalidade. Estão autónomas, já não precisam de nós. E a nossa intervenção é muito próxima e muito horizontal. Propomo-nos perceber o que é que a pessoa precisa e dar o tal empurrão. É uma solidariedade muito próxima, muito afetiva e efetiva. O que queremos é não gerar dependências. Queremos promover e potenciar autonomias. É muito bom perceber que estas mulheres já estão por elas próprias. 

"Fui muito beliscada socialmente porque estive na luta pela despenalização do aborto. Recebi cartas horrorosas, que o que eu queria era matar criancinhas"

A CCC faz também sensibilização na área da pobreza menstrual, que também é uma realidade em Portugal. Não era tão mais fácil se houvesse vontade política para resolver um problema tão simples?
Acho que é porque os homens não têm menstruação. Custa-me dizer isso, como se dissesse que não damos valor ao 25 de abril porque não o vivemos. Mas não é! São coisas completamente diferentes. 

Uma dá para imaginar, a outra não.
É exatamente isso. Eu não aceito que os meus filhos digam que não sabiam o que é não ter liberdade. Mas percebo. Como [os homens] não se conseguem imaginar com menstruação, não fazem ideia, não têm como prioridade resolver esta questão. Mas a verdade é que, em 40 anos, que é mais ou menos o tempo da idade fértil, a mulher chega a gastar entre 4000 a 5000 euros em despesas relacionadas com a menstruação. Além disso, a questão do tabu, do preconceito. Aqui temos essa preocupação, com o movimento Todas Merecemos, com a questão da sustentabilidade ambiental. Aqui em Portugal, ela existe, mas ninguém fala sobre a pobreza menstrual. Mas em países em desenvolvimento, onde tenho feito inúmeras reportagens com o “Príncipes do Nada”, as meninas deixam de ir à escola assim que são menstruadas. Passam a ser presas para o casamento forçado, infantil e precoce. Passam a ser mulheres, ainda que sejam crianças com 10 anos. Ainda que sejam realidades completamente distintas, estamos a falar da mesma coisa: da não consciência e não compreensão do que é a menstruação.

Ainda bem que Espanha está a pegar neste tema. Em Portugal tem que se começar a falar. Acreditamos que somos as primeiras, nesse tema, a fazer um trabalho mais sustentado. Precisamos de financiamento para o continuar junto das escolas. Nas intervenções que fizemos, tivemos rapazes a dizer “agora já compreendo o que é a menstruação, vou ajudar a minha irmã”. Não sabiam. E estamos a falar de rapazes com 15 anos. Há a vergonha da menstruação. 

Quais têm sido as maiores dificuldades para manter viva uma associação sem fins lucrativos, a nível de gestão?
Nós entendemos a CCC como uma empresa. Ela só não tem que gerar lucro. Têm que se fazer investimentos e o lucro é verificado através do momento em que uma mulher é empoderada e capacitada, e segue com autonomia para a sua vida. Este é o nosso lucro. O mais difícil é fazer os investidores, os doadores, os patrocinadores perceberem que o tempo para uma vida se reerguer é o tempo de cada pessoa. Reestruturar uma vida leva tempo. Os estudos de impacto que nos são pedidos têm o seu tempo, também.

A perspetiva como eu a entendo é que, quem quer apoiar uma associação que tem estas características, tem que ter paciência. Para já, não querer ter um retorno imediato e mediático das beneficiárias. Elas não são expostas. Nós não as expomos a não ser que elas queiram falar. Não há esse obrigada da beneficiária que usufruiu do serviço de atendimento gratuito. Não há aqui caridade.  É explicar que a forma como damos este apoio é a forma como gostaríamos que nos dessem a nós se precisássemos. Com dignidade. Depois, explicar às empresas que elas devem, por responsabilidade cívica, contribuir para a melhoria do nosso país, para uma igualdade de igualdade de oportunidades com base no género.

Apesar de tudo, tenho muita sorte de ser conhecida, de poder bater à porta de empresas que me conhecem. Tenho também a noção clara de que, na eventualidade de qualquer falha inconsciente — porque consciente nunca será —, tenho o escrutínio todo em cima. As dificuldades são: querer dar emprego e ter financiamento para isso. Não há nenhuma associação sem fins lucrativos que consiga fazer um trabalho sustentado sem ter empregos. Eu não acredito no voluntariado ad eternum numa associação. Uma associação tem de ter os seus colaboradores e é com muito orgulho que, como presidente da CCC, digo que nós temos oito contratos, com tudo certinho, tudo pago. E mais não sei quantas avenças de técnicos, atores, pessoas que fazem connosco os projetos. E é uma empresa em que a direção é constituída por três pessoas em que uma delas é contratada, é a diretora executiva, e está a tempo inteiro, as outras duas sou eu e a Ana Magalhães, que somos voluntárias e que conciliamos a nossa vida profissional com um amor imenso à causa social da CCC e por isso é que, 10 anos depois, estamos aqui com este entusiasmo.

"Tenho algum receio que a política me tire alguma liberdade. Pode ser que um dia mude"

Há algum plano para, num futuro próximo, dedicar-se em exclusivo à Corações com Coroa?
Que pergunta difícil! Normalmente, a pergunta é: ‘então e política, vai para a política’?

Essa era a pergunta seguinte. Mas falemos da associação.
Não há planos. Para já, há uma intenção muito grande de continuar ligada às questões da solidariedade, dos direitos humanos e da igualdade de género. Não sei qual será o formato, mas é indissociável do que tenho aprendido nestes anos todos. As realidades que eu tenho conhecido não me deixam outra alternativa que não atuar e colocar os meus privilégios ao serviço das outras pessoas e das guerreiras que são as raparigas e as mulheres deste mundo. O plano é continuar nesta área. Não tenho muita vontade de ir para política. Não é uma coisa que me fascine. Os convites que já tive, por enquanto, recusei. Não é uma coisa que esteja no meu horizonte, mas não digo que não. Não sei. Não faço grandes planos, não tenho grandes ambições, tenho sim muita vontade de, quando sonho, concretizar. 

A Catarina usa o termo fascínio relativamente à política. Se calhar, estou a fazer uma análise completamente errada mas… há algum desencanto?
Eu cresci num meio em que me habituei a dar valor à política. Sou de uma família sem medo e que se bate pelas suas convicções sem medo. Habituei-me a ligar à política no sentido construtivo da sociedade. Mas sempre ouvi o povo dizer ‘os políticos são todos iguais’. Quando comecei a fazer palestras nas escolas, há 20 anos, perguntava ‘quem é que daqui quer ser primeiro-ministro? Quem é que a mulher que quer ser presidente?’ E falava muito desta consciência cívica.

"Muitas pessoas poderosas e com sucesso são extremamente infelizes. E vazias"

Lembro-me que, das coisas que me escandalizava, era os alunos dizerem ‘os políticos são todos iguais’. Este desencanto que há pela política não deixa de ser verdadeiro. Não deixa de ter pés, que não são de barro, são enraizados em muitos exemplos nocivos de políticos que não foram para a política pelas razões da missão, dos valores. Mas também há muitos políticos que foram. E esses são quem me inspira. O Jorge Sampaio inspirou-me toda a vida. Era um humanista. Era alguém que utilizou verdadeiramente a política para promover o bem comum. Eu tenho esses exemplos. Mas é preciso ter um fascínio qualquer. Eu tenho um fascínio pelo poder, não posso mentir. Mas é um poder que exige alguma liberdade. Tenho algum receio que a política me tire alguma liberdade. Pode ser que um dia mude. Mas, para mim, o que eu conquistei e da qual me orgulho é a liberdade.

Acho engraçado que diga que tem fascínio pelo poder. Isso normalmente é interpretado de forma errada.
Tenho o fascínio pelo poder de mudar vidas. Fico extremamente vaidosa, e não desfaço de poder dizer que temos 34 bolsas, que empoderámos 300 e tal mulheres. Esse poder eu tenho! Eu e a minha equipa. Isso é super poderoso. O que acho é que temos de passar para uma reflexão sobre o que é o poder e o que é o sucesso. Ela precisa de ser feita. Num mundo ultrarrápido e competitivo, em que as pessoas têm a saúde mental nas últimas, temos de redefinir os conceitos de sucesso e poder. Muitas pessoas poderosas e com sucesso são extremamente infelizes. E vazias. Há um propósito que nós temos de encontrar, que pode ser diferente para cada um, mas esse propósito tem de trazer a tal sanidade mental. E, agora, numa análise completamente pessoal, acho que a sanidade mental só vem quando ajudamos os outros. 

Deixamos de ser o centro do nosso próprio universo.
Exatamente. Deixamos de ser tão umbiguistas e passamos a perceber que somos muito mais vulneráveis, também. No olhar do outro encontramo-nos, tantas vezes. E passamos a encontrar um propósito. 

Catarina Furtado
Em 2020, trouxe de volta a série de reportagens "Príncipes do Nada", que começou em 2005, com o objetivo de mostrar a realidade de refugiados e outras culturas distantes da portuguesa. créditos: WWW.PEDROPINA.NET

A Catarina é Embaixadora da Boa Vontade do Fundo das Nações Unidas para a População há 22 anos, documentarista do “Príncipes do Nada” há 16. Criou a Corações com Coroa há 10. Como é que isto a mudou como pessoa?
Tornou-me menos naïf [ingénua], mais apaixonada pelas mulheres, mais consciente dos meus privilégios. Mais segura. Muito mais consciente de que a luta continua e de que tenho de ser um bocadinho mais exigente com a educação dos meus filhos e enteados. Porque vivemos uma humanidade partilhada e temos de ter uma noção clara da nossa responsabilidade. E mudou-me no sentido em que sei mais aquilo que quero e aquilo que não quero.

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Catarina Furtado está atualmente no ar na RTP1, a conduzir o talent show "The Voice Kids" créditos: RTP

Como acha que o público a percepciona, ao fim de três décadas na televisão?
Não faço ideia. Só apalpo essa apreciação através do carinho que recebo. Uma das coisas que mais gostei de fazer nos últimos anos, além dos "Príncipes do Nada", foi ter inventado o formato “É Urgente o Amor”. Pensei no projeto, muito fruto da consequência da pandemia, e achei que era mesmo importante promover o amor. Acreditei que as pessoas iam ficar mais humanas, mais empáticas com a pandemia. Andei pelo país inteiro, ainda com máscaras, com muitas limitações, mas o carinho que recebi foi avassalador. E isso deu-me gasolina para os próximos tempos. Mas não sei que perceção é que o público tem. Sei que toco muitas teclas. Não sou apenas uma apresentadora, uma comunicadora. Mas não me preocupo muito com isso. Só me preocupo se sou bem tratada, se trato bem as pessoas e se faço bem o meu trabalho.

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E uma das coisas boas que estou a constatar é que, qualquer que seja o formato que apresente, eu levo as minhas convicções e as minhas causas. Sempre. No “The Voice”, a minha equipa já sabe que, se determinado concorrente tem uma causa para defender, eu vou puxar por isso. Já trabalham as causas que eu defendo e que são causas que a Humanidade tem de defender. Sendo um programa que tem muita audiência, fico super feliz por poder trazer estas causas para o prime time da televisão, para além do formato óbvio, que é o “Príncipes do Nada”. Tenho muito orgulho nos formatos que faço em televisão. São úteis à sociedade.

2022 é um ano de acontecimentos marcantes, não só pelo 10.º aniversário da Corações com Coroa, mas também pelos seus 50 anos. Vai ser um ano para recordar.
Exato! Foi aos 40 que eu lancei a CCC. Aos 50, vou lançar outra coisa qualquer (risos). Estou numa altura muito boa da minha vida. Todos os dias faço os meus agradecimentos. Todos os dias penso que é maravilhoso viver e poder levar esta sensação boa de poder fazer aquilo que quero para outras pessoas. Como mulher sinto-me muito bem. Uma das coisas que vou fazer é uma t-shirt a dizer “sororidade” para os 50 anos. Porque acho mesmo que é preciso promover a sororidade. 

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