Ye, o artista previamente conhecido como Kanye West, já não está suspenso na rede social Twitter.  Após finalizar a aquisição da plataforma digital, o multimilionário, Elon Musk, recuperou a conta do rapper, independentemente dos comentários antissemitas proferidos que levaram à desativação da presença de Ye na plataforma.

Kanye West anunciou numa (das muitas) publicações do Twitter, na quinta-feira, 3 de novembro, que irá fazer uma espécie de "jejum verbal". "Não falo com ninguém durante um mês", começou por escrever o rapper. Na imagem da publicação que partilhou com o mundo, o rapper diz que não vai falar com ninguém, beber [álcool] ou fazer sexo por 30 dias. "Estou a fazer uma limpeza de 30 dias. Um jejum verbal. Sem álcool. Sem filmes adultos. Sem sexo. Louvamos a Deus. Ámen", pode ler-se na imagem.

Apesar de revelar que vai fazer uma pausa de 30 dias, o rapper aproveitou a ativação da conta no Twitter para fazer várias publicações. Numa, quebrou o silêncio em relação aos comentários antissemitas que proferiu nas últimas semanas. "Não se pode ser antissemita quando se sabe que se é semita", acabou por escrever.

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"O que já deveria ser óbvio é que fui criado para defender a minha verdade, independentemente das consequências", "Fazem-nos atacar-nos uns aos outros. Até os nossos irmãos que sabem quem realmente somos", são alguns dos exemplos do que Kanye West publicou juntamente com capturas de ecrã de algumas conversas privadas.

Na última publicação o rapper acaba por dizer que "tudo será discursos de amor". "Estou um pouco sonolento, mas amanhã... Prometo que será tudo discursos de amor. Prometo".

Uma a uma, as marcas com quem o rapper colaborava terminaram os contratos que os uniam. Depois do fim da pareceria milionária com a Adidas, o artista norte-americano terá tentado a sua sorte junto da Skechers e dirigiu-se aos escritórios de Los Angeles da marca sem ser convidado, e acabou expulso das instalações. Antes da Adidas, a primeira empresa a cortar relações com Kanye West foi a Balenciaga, na sexta-feira, 21 de outubro. Cada uma das marcas de renome condena os comentários antissemitas do rapper e não tem intenções de trabalhar com o mesmo.

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A polémica com o rapper começou com uma camisola que usou durante o desfile da Semana da Moda, em Paris. "White Lives Matter" era a fase que Kanye West levava ao peito, em português, "Vidas Brancas Importam" que contraria o movimento Black Lives Matter, que visa proteger a comunidade negra da violência e discriminação racial.

A situação escalou quando, na rede social Twitter, o rapper proferiu comentários antissemitas direcionados à comunidade judaica e à escravatura. O cantor terá perdido 1,5 mil milhões de euros, já não é considerado multimilionário.

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