Pouco sabíamos sobre o Neya Porto quando entrámos na A1 em direção ao Norte para conhecer a unidade hoteleira de quatro estrelas, que abriu a 3 de agosto na zona da Alfândega do Porto, mesmo de frente para o Douro. Pelas coordenadas do GPS sabíamos que devia ter uma vista incrível, dada a proximidade com o rio, e também não nos escapou que este é um hotel amigo do ambiente.

Sem expetativas, fomos surpreendidos pela positiva em cada esquina. Quartos lindos de morrer, recheados de produtos e materiais 100% portugueses? Check. Uma vista que parece um quadro? Também. Um bar no último piso com Gaia mesmo ao alcance? Claro que sim. E nem vamos falar do restaurante, com comida que só faz o nosso estômago querer regressar ao Porto em segundos.

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Logo à chegada, o edifício do Neya Porto cativa-nos imediatamente pelo imponente projeto arquitectónico. Da autoria do Atelier PK Arquitetos, o projeto do hotel teve a colaboração do Coletivo ODD, e conta com a assinatura dos arquitetos Francisca Magalhães Ramalho, a principal responsável, Sérgio Bernardo, André Almeida e Gonçalo Moreira. E foi justamente Francisca Magalhães Ramalho que nos guiou pelo Neya, explicando que este foi um dos projetos mais desafiantes da sua carreira.

Morada: Rua de Monchique, 35-41,Porto
Telefone: 222 458 100

Porquê? Porque o hotel é, na verdade, a combinação de três edifícios. Uma das partes situa-se no antigo Convento da Madre de Deus de Monchique, outra nas instalações de uns antigos armazéns industriais. Para unir os dois edifícios completamente recuperados, uma das secções do Neya Porto foi feita de raíz. O resultado é um hotel com um lobby de pé alto, muita luz natural, suites duplex que se mantém fieis ao traço dos armazéns (com um pé alto incrível também) e um restaurante que aproveita o ferro dos edifícios industriais para um toque de antiguidade que se liga perfeitamente à decoração.

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O Neya Porto é o hotel com maior frente rio na cidade nortenha. créditos: Fernando Guerra / FG + SG

Ah, a decoração. É caso para dizer que, se nos deixassem, tínhamos agarrado em tudo para trazer para casa. Com tons verdes, amarelos torrados, castanhos, cinzentos, entre outros, tudo no Neya Porto foi pensado ao detalhe, dado que a decoração é  um trabalho de continuidade do projeto arquitetónico, em parceria com a decoradora Inês Albuquerque Lima.

As suites são uma autêntica declaração de amor a tudo o que é português e uma montra viva das melhores marcas nacionais — e não há uma igual à outra. Da suite Bordallo Pinheiro à Revigres, da Delta à Arcádia e Vista Alegre, entre muitas outras, pode encontrar nestes quartos peças feitas especialmente para o Neya Porto, como instalações de azulejos, peças de cerâmica ou tapeçaria.

“Este conceito ficou tão interiorizado que, nas 12 suites, das quais nove são em duplex dada a morfologia do espaço, desenvolvemos em parceria com dez indústrias de renome nacional aquilo que se veio a designar pela 'Rotas das Indústrias', onde se pode apreciar a azulejaria, a porcelana, faiança, tapeçaria, burel, café, chocolate, perfumaria e revestimentos cerâmicos, permitindo desta forma divulgar alguns dos melhores produtos portugueses”, explica Inês Albuquerque Lima.

Os tons das peças de decoração e dos têxteis são todas diferentes nas suites, bem como as casas de banho, e isso dá-nos o sentimento de exclusividade, e de saber que não há um único quarto igual ao nosso em todo o hotel, que conta com 124 quartos no total. Mas, calma: não são apenas as suites que são diferentes. Mesmo as tipologias mais standard dividem-se em quatro tipos de decoração, alusivos a materiais como a cortiça, a madeira, o ferro e o granito.

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Nesta suite duplex, os azulejos estão em evidência. créditos: Fernando Guerra / FG + SG

No nosso caso, ficámos alojados na suite duplex Bordallo Pinheiro, e podemos afirmar sem medos que este foi um dos quartos mais bonitos onde já ficámos. Uma vista maravilhosa do rio, uma luz natural incrível, uma decoração moderna e acolhedora, e uma casa de banho com banheira e chuveiro que nos fez sentir dentro do oceano — no bom sentido, claro está.

Uma comida tão deliciosa que nos fez esquecer a gula das francesinhas e das sandes da Casa Guedes

O Viva Porto, o restaurante do Neya Porto, é um daqueles casos que vale a pena a visita mesmo que não esteja alojado no hotel. Com um grande enfoque nos produtos nacionais de qualidade, a comida é tão saborosa que não nos arrependemos nem por um segundo de deixar as francesinhas típicas e as sandes de pernil com queijo da serra para uma outra visita ao Porto.

Com uma carta equilibrada, e sem esquecer as opções vegetarianas, há pratos imperdíveis no restaurante — e já temos os nossos preferidos. Ficámos rendidos à salada de burrata (6,50€) e ao tártaro de vaca com gema semicurada (8€) como entradas, que prepararam o caminho para os pratos principais, o lombo de robalo com cremoso de aneto (16€) e o esparguete negro com gambas e queijo de Seia (14,50€).

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Algumas das entradas que pode provar no Viva Porto. créditos: Magg

Para sobremesa, o chocolate e café com um maravilhoso gelado de canela, leve e saboroso (7,50€) fazem com que a refeição termine em beleza. Para acompanhar, peça uma recomendação de vinho ao simpático chefe de sala, e acredite que não vai sair desiludido.

Para além de lindo, o Neya Porto é amigo do ambiente

Tal como o primeiro hotel do grupo em Portugal, o Neya Lisboa Hotel, que abriu portas em 2011, este é um projeto sustentável, cuja atividade diária é orientada para um modelo de gestão eficiente. Entre muitas outras medidas, o hotel compensa as suas emissões de carbono através da reflorestação de áreas florestais, usa painéis solares para aquecer água, utiliza palhinhas biodegradáveis em todos os serviços e apela a que os hóspedes não gastem energia exageradamente, abrindo o mini-bar o menor de vezes possível e não deixando qualquer equipamento elétrico ligado quando saem do quarto.

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O bar Último, que fica no rooftop, tem uma das melhores vistas da cidade.

Em contexto de pandemia, todas as medidas de segurança são tomadas: o uso de máscara no hotel é obrigatório, o pequeno-almoço funciona por turnos, e as refeições no restaurante devem ser reservadas, para garantir que a sala nunca fica lotada. Existem também vários dispensadores de álcool gel espalhados pelo hotel, e a circulação nos elevadores é limitada.

A unidade de quatro estrelas ainda não inaugurou o spa, que deve abrir dentro de alguns meses. Em outubro, a estadia de uma noite para duas pessoas em quarto standard começa nos 111€, com pequeno-almoço. Nas suites duplex, que permitem até quatro pessoas, as tarifas começam nos 208,50€.

 A MAGG ficou alojada a convite do Neya Porto

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