Numa altura em que continua a haver poucas histórias inclusivas na televisão (e no streaming), "Special"destaca-se pela representatividade a dobrar: não só por que acompanha a rotina diária de um homem gay, mas também porque mostra as dificuldades e o preconceito com que tem de lidar enquanto homem gay que sofre de paralisia cerebral.

É esta a premissa da série de comédia da Netflix, cuja segunda temporada chegou ao catálogo português da plataforma de streaming na quinta-feira, 20 de maio. Devido à temática que compõem os episódios — cada temporada é composta por oito —, é só umas séries LGBTQ+ que sugerimos ver em streaming.

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Na Netflix, pode ver também "A Vida e a Morte de Marsha P. Johnson", que dá a conhecer uma das maiores vozes do movimento trans nos EUA — no registo biográfico, mas também investigativo. Mas há mais coisas para ver.

De "Casa do Cais" a "Special", mostramos-lhe seis séries e documentários LGBTQ+ para ver em streaming.

"A Secret Love" (Netflix)

Em português, o título deste documentário pode ser traduzido para "um amor secreto".

Mas porque o secretismo vem, neste caso, acompanhado de uma transgressão face às convenções sociais, trata-se também de um amor proibido — mais especificamente, o de Terry Donahue, jogadora de basebol, e Pat Hensche.

Ao longo de 65 anos, as duas mantiveram a sua relação em segredo até decidirem, na reta final das suas vidas, assumir-se publicamente. Mas até isso tem os seus obstáculos e desafios, tal como mostra "A Secret Love", da Netflix.

"A Vida e a Morte de Marsha P. Johnson" (Netflix)

Este documentário divide-se entre o registo biográfico e investigativo — não só porque quer dar a conhecer a figura por detrás de Marsha P. Johnson, uma das maiores vozes do movimento trans nos EUA, mas também traz à superfície a dose de violência extrema de que são vítimas as mulheres transgénero.

Conduzido pela ativista Victoria Cruz, "A Vida e Morte de Marsha P. Johnson" mostra o clima de violência que afeta a comunidade LGBTQ+, e levanta questões sobre a morte suspeita de Johnson.

"Casa do Cais" (RTP Play)

Nesta série de comédia, nascida do projeto RTP Lab, especializado na criação de conteúdos digitais originais, a figura central é Ema, cujos principais dilemas começam quando decide sair de casa dos pais, no Entroncamento, para passar a viver em Lisboa.

É nessa transição, sempre mais complexa do que aquilo que parece, que Ema se propõe a ir atrás dos seus sonhos. Mas, antes disso, precisa de encontrar um emprego que lhe permita sobreviver e pagar as contas.

A ela juntam-se Alex, Jay e Lara, numa viagem, sempre frenética, por uma Lisboa cada vez mais diversa e eufórica. Até agora, é a primeira e única série LGBT feita em Portugal.

"Special" (Netflix)

Numa altura em que continua a haver poucas histórias inclusivas na televisão (ou em streaming), "Special" destaca-se por sê-lo a dobrar.

Deambulando entre a ficção e a realidade, a série de comédia é uma espécie de autobiografia de Ryan O’Connell, a pessoa que na série dá vida a Ryan e que, tal como a personagem, é um homem gay que sofre de paralisia cerebral.

E a história de "Special" parte precisamente desta premissa, acompanhando a entrada de um jovem adulto no mercado do trabalho à medida que este se vê obrigado a lidar não só com as suas primeiras relações amorosas, mas também com o preconceito daqueles com quem se vai cruzando nos mais variados contextos.

A série tem apenas oito episódios de 12 a 17 minutos de duração. Ou seja, pode ver tudo em pouco mais de duas horas. A segunda temporada estreou-se esta quinta-feira, 20 de maio, na Netflix.

"Veneno" (HBO)

Foi considerada um fenómeno de audiências em Espanha e chegou mesmo a figurar em algumas listas de melhores séries de 2020.

Falamos de "Veneno", a série que em Portugal está inteiramente disponível na HBO e que conta a história da maior figura da comunidade LGBTQ+ no país, Cristina Ortiz — aquela que ficou conhecida como a primeira mulher transexual e que se transformou num ícone dos anos 90 em Espanha.

A história foca-se não só na infância da qual Ortiz foi obrigada a fugir por viver com uma mãe abusiva e homofóbica, mas acompanhando também a sua transição e o momento em que, enquanto trabalhadora do sexo, é descoberta nas ruas e acaba a aparecer no programa de talk-show espanhol "Esta Noche Cruzamos el Mississippi" — que a catapulta para o estrelato.

"It's a Sin" (HBO)

Na nova série de Russell T. Davies, o mesmo que escreveu "Years and Years", a epidemia retratada não é a da COVID-19, mas a da SIDA.

Em "It's a Sin", o foco está num grupo de amigos que, cada um à sua maneira, começa por libertar-se das famílias castradoras que os impedem de ser quem verdadeiramente são.

É de um berço comum, o da intolerância, que estes amigos acabam por ver uns nos outros a família que nunca tiveram. Passam a viver juntos, e juntos abraçam os excessos da noite londrina à medida que, do outro lado do mundo, começam a chegar notícias dos EUA sobre uma doença devastadora.

Inteiramente disponível na HBO, a série é composta por cinco episódios e conta com um elenco maioritariamente LGTBTQ+ com nomes como Olly Alexander, Nathaniel Curtis, Omari Douglas, Lydia West, Shaun Dooley e Callum Scott Howells.

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