Um sistema de saúde insustentável para grande parte da população norte-americana e uma jovem universitária que promete tornar a medicina acessível a todos. Tudo isto através de uma empresa que é o alegado protótipo das boas intenções, até que se desmorona em fraudes fiscais e abusos de poder. São estes os ingredientes da nova minissérie da Disney+, "The Dropout: A História de uma Fraude", cujos primeiros três episódios chegam à plataforma de streaming já em abril.

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Esta podia ser a história de uma jovem empresária que conquista o mundo com uma alegada tecnologia revolucionária, depois de deixar a universidade de Stanford e fundar uma nova start-up, que permitia que qualquer cidadão norte-americano se pudesse autodiagnosticar em casa, sem recurso a quaisquer seguros de saúde.

Sem agulhas, sem tubos de ensaio e com recurso a uma única gota de sangue. Mas não é, já que tudo não passou de uma fraude, meticulosamente engendrada por Elizabeth Holmes (Amanda Seyfried) e o seu sócio Ramesh "Sunny" Balwani (Naveen Andrews), dois dos principais rostos da empresa Theranos, que cresceu com base numa tecnologia falsa para testes de sangue.

Mas como é que a bilionária mais jovem do mundo perde toda a sua fortuna num piscar de olhos? A resposta chega já a 20 de abril, na Disney+, numa produção de Elizabeth Meriwether, que reune dinheiro, romance, tragédia e fraude, e conta uma história verídica sobre a incompatibilidade entre fama e ambição. Neste caso, uma história verídica com avanços recentes, já que o caso casal fraudulento chegou à justiça norte-americana em janeiro deste ano.

Afinal, quem é Elizabeth Holmes, condenada por fraude nos Estados Unidos?

Durante anos, Elizabeth Holmes foi a jovem prodígio de Silicon Valley, nos Estados Unidos, e uma pessoa acima de qualquer suspeita. Conquistou o coração dos norte-americanos, atraiu investimentos milionários com a promessa de revolucionar os exames de diagnóstico e chegou mesmo a integrar a lista das 100 pessoas mais influentes do mundo, segundo a revista "Time", em 2015.

No entanto, nem tudo é o que parece, e dois anos depois de fundar a sua própria empresa fraudulenta, Theranos, em 2013, começaram a surgir indícios e múltiplas acusações de fraude no alegado processo revolucionário de exames de sangue.

Ainda assim, tudo mudou depois de o repórter John Carreyrou, do jornal "Wall Street" publicar uma série de reportagens que apontavam inúmeras imprecisões nas técnicas aplicadas pela empresa. Segundo as revelações de Carreyrou, que mais tarde explicou todos os detalhes do caso no livro "Bad Blood - Fraude Bilionária no Vale do Silício", a empresa não só se regia por princípios fraudulentos como tinha registo de resultados imprecisos de testes relacionados com HIV, cancro e até abortos espontâneos.

As acusações chegaram à justiça dos Estados Unidos em 2018, mas só a 3 de janeiro de 2022 é que o surgiu o primeiro desfecho do caso. O júri considerou Elizabeth Holmes culpada por quatro das 11 casos de fraude e conspiração de que tinha sido acusada e, ainda que a pena final ainda não tenha sido divulgada, a comunicação norte-americana avança a hipótese de Holmes poder vir a enfrentar 20 anos de prisão.

"Ao primeiro sinal de problemas, os criminosos escondem-se e os ratos fogem de um navio a afundar-se", disse o advogado de Holmes, Kevin Downey, durante o último julgamento. "Ela acreditava mesmo nesta tecnologia", reforçou.

Já o sócio e ex-amante, Ramesh "Sunny" Balwani, interpretado em "The Dropout: A História de uma Fraude" por Naveen Andrews, será julgado ainda este ano, depois de Elizabeth alegar em tribunal ter sido vítima de abusos durante a relação de décadas.

Apesar de a história real ainda não contar com uma conclusão oficial no que à justiça diz respeito, a versão fictícia chega à Disney+ já a 20 de abril, através de um elenco que conta com nomes como Michela Watkins (Linda Tenner), Utkarsh Ambudkar (Rakesh Madhava) ou Michael Gill (Chris Holmes).

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