Foi em setembro que o filme "The Painted Bird", realizado por Václav Marhoul, se estreou no Festival de Cinema de Veneza, em Itália, e foi manchete de vários órgãos de comunicação especializados em cinema. A explicação é simples: ainda não se tinha estreado comercialmente em vários mercados e já era considerado o filme mais bizarro, macabro e violento ao retratar os horrores da Segunda Guerra Mundial.

Baseado no livro com o mesmo nome de Jerzy Kosiński’s, a história acompanha a figura de uma criança, acusada de ser judia, que, no auge da guerra, assiste aos maiores horrores do conflito e do Holocausto.

Segundo o jornal britânico "Independent", o filme surpreendeu a plateia do Festival de Cinema de Veneza com cenas gráficas de incesto, bestialidade e violação — que foi o suficiente para fazer abandonar metade dos espectadores.

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As críticas iniciais ao filme refletem isso mesmo. O crítico Xan Brooks, do jornal "The Guardian", descreveu "The Painted Bird" como uma espécie de "viagem selvagem de três horas pelo inferno": "Este é um trabalho monumental e estou profundamente satisfeito por ter tido a oportunidade de o ver. Mas também posso dizer que espero nunca mais me cruzar com ele", lê-se.

Mark Goodyear, também crítico de cinema, diz que este é um filme marcante que fica na cabeça muito depois dos créditos finais começarem a rolar.

"O filme 'The Painted Bird' vai ficar na cabeça muito tempo depois dos créditos finais. É possível que fique na cabeça para sempre e isso é bom. Que sirva como lembrança do porquê de não podermos deixar que isto [o Holocausto] aconteça outra vez", escreve.

Embora o filme se tenha estreado em setembro em Veneza, só vai chegar às salas americanas em abril. Ainda não há data de estreia anunciada para Portugal.

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