Nas palavras de Paul McCartney, vocalista e baixista dos The Beatles, terá sido John Lennon o principal responsável pelo fim do grupo. A afirmação faz parte da entrevista que o artista concedeu à BBC Radio 4 para a série "The Cultural Life", e cuja transmissão está marcada para 23 de outubro.

Apesar disso, há já alguns excertos da conversa disponíveis e através dos quais se ouvem McCartney a refletir sobre o passado e o fim do grupo. "Não fui eu que instiguei a separação. Isso foi obra do nosso Johnny [referindo-se a John Lennon]", lê-se no excerto divulgado pelo jornal britânico "The Guardian". Recordando aquele que considera ter sido "o pior período" da sua vida, McCartney é assertivo: "A certa altura, o John entrou na sala e disse ia sair dos Beatles. Isso é instigar à separação ou não?", diz.

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"Esta era a minha banda, o meu trabalho e a minha vida. Por isso, queria que o grupo continuasse". Apesar da decisão repentina de Lennon, o baixista recorda que ele e os restantes membros do grupo ficaram sozinhos a lidar com a situação e foram aconselhados a não falar de nada enquanto as negociações para a separação não estivessem concluídas.

A decisão de falar, em 1970, surgiu depois de McCartney se ter cansado das inúmeras reuniões que o envolviam. Na altura, em entrevista a um jornalista, o baixista argumentou que os The Beatles já não existiam e foi rotulado como o principal responsável pelo fim da banda que editou discos como "Abbey Road" ou "Let it Be".

"Durante alguns meses fomos obrigados a fingir. Foi estranho porque, naquela altura, todos sabíamos que os Beatles tinham chegado ao fim, mas não podíamos simplesmente sair."

"Andávamos a ter pequenas reuniões e foi horrível porque isso era o oposto daquilo que nós éramos. Sempre fomos músicos e não pessoas de reuniões", diz. O fim dos Beatles, considera McCartney, era inevitável.

A entrevista completa vai ser divulgada a 23 de outubro, no programa da BBC Radio 4.

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