Há décadas, o mais comum era completar (ou nem isso) os estudos obrigatórios e começar a trabalhar desde tenra idade. Hoje em dia, o mais provável é que jovens na casa dos 20 anos queiram começar logo a marcar a diferença no mercado de trabalho e passem de trabalhadores a empreendedores. Assim foi com Catarina Norte, natural das Caldas da Rainha. Tem apenas 22 anos e já é responsável pela Azine Footwear, marca de sapatos feita à mão com a mesma delicadeza que deixa nos pés.

A ligação de Catarina ao mundo dos sapatos vem já de há vários anos, uma vez que a família do lado da mãe é de São João da Madeira, distrito de Aveiro, terra tradicionalmente ligada à industria, em especial ao ramo do calçado. A família de Catarina não é exceção, tem uma fábrica de produção de calçado, mas com o passar dos anos e os anos a passar pela oferta, a jovem de 22 anos achou que o negócio precisava de um impulso.

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Contudo, nenhum projeto se faz da noite para o dia, muito menos com contas a zeros, por isso, só depois de juntar algum dinheiro num estágio é que Catarina decidiu avançar passo a passo até poder calçar uma das suas botas e dar um passo maior: o lançamento, que aconteceu a 30 de agosto. 

"O estágio permitiu-me poupar para depois fazer então o investimento nos materiais para a marca", conta Catarina Norte à MAGG. É licenciada em Gestão pela Universidade Católica Portuguesa, onde está também a tirar um mestrado na mesma área, que concilia com os encargos da recém lançada Azine Footwear. Contudo, como é de prever, gestão não é problema para Catarina, e a marca é uma forma de aplicar os conhecimentos que tem vindo a adquirir, uma das razões pelas quais decidiu investir agora.

"Esta é uma altura em que se começam a lançar as coleções outono/inverno. E também porque já comecei a faculdade e queria ter tudo pronto antes de me dedicar aos estudos", revela à MAGG. Quanto a coleções, Catarina revela que sairão duas por ano correspondentes às habituais estações: primavera/verão e outono/inverno.

"É uma bota que transmite muita segurança"

A linha é simples, jovem (embora se adapte dos 20 aos +40 anos), e tanto junta cores fortes, como outras mais nude que não se desvanecem nos looks. Mas afinal, para quem são estas botas? "Para uma mulher que não tem medo, que assume o que é, que é arriscada. É uma bota que transmite muita segurança", revela Catarina.

A segurança é ainda reforçada pelo conforto que a bota dá. É que, por muito que umas botas dêem destaque ao look, é difícil disfarçar a aflição quando as dores se começam a sentir. No entanto, Catarina garante que empenhou-se para que isso não acontecesse.

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"Para mim, o conforto é essencial e é uma coisa que é difícil encontrar no calçado. A próxima coleção vai ter palmilhas duplamente reforçadas, embora estas já sejam reforçadas e confortáveis", destaca Catarina, que quer que o conforto seja uma marca dentro da sua própria marca.

Já por fora, não é o conforto que se destaca, mas sim o design inspirado na moda dos anos 80 e nos looks retro. Este foi desenvolvido pelo tio de Catarina, um dos que está à frente da fábrica de sapatos de família. "Eu não produzo a bota. Trato da gestão da marca em si, como o site, os conteúdos", diz Catarina Norte, acrescentando que é o tio e a avó que fazem as botas ganhar forma.

O que significa slow fashion?

"Tecnicamente todas as encomendas são a pedido, o que significa que não há produção em excesso. Não existe desperdício. Ao mesmo tempo, claro que há modelos que estão mais dentro das tendências, mas regra geral são modelos para durar várias gerações", explica Catarina Norte à MAGG.

Contudo, não é só o padrão que torna as botas Azine Footwear intemporais. "Pela qualidade, que justifica o valor, são botas que não são descartáveis, não se estragam com facilidade", afirma a fundadora.

No que diz respeito aos materiais, é usada pele ou camurça, e na sola é o couro sintético que dá forma ao salto e ao tal andar de confiança que Catarina pretende que as botas transmitam. Quanto a coleções futuras, a fundadora avança que quer apostar em padrões e cores diferentes.

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Também slow (lento) será o futuro da marca que acabou de chegar ao mercado, o que significa que não é possível prever para já se este será o projeto da vida de Catarina, que tem apenas 22 anos. "Era bom que algum dia a marca me ocupasse o tempo todo, mas tudo depende do processo. Gostava de tentar ter algumas lojas físicas, de levar a marca lá para fora, portanto é um caminho na tentativa de que isto dê alguma coisa a longo prazo", diz.

Por agora, as botas são então vendidas apenas online e os preços vão desde os 78€ aos 98€. Há ainda sandálias em preto ou em cores mais vivas como o amarelo ou rosa, por 62€.

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