Marta Rito e Pedro Sobral sempre gostaram de moda, ainda que usassem essa paixão apenas para encher os próprios armários. Marta, de 30 anos, trabalhava como arquiteta, primeiro no Brasil e depois em Inglaterra, onde se juntou a Pedro, de 34 anos, que lá trabalhava em gestão.

E é agora, em casal, que regressam a Portugal para trocar de carreira e fazer negócio com algo que criaram para suprir uma necessidade própria. É que o gosto pela moda fez com que acumulassem muita roupa ao longo dos anos. "Isso foi um problema em termos de espaço, principalmente em Inglaterra, onde vivíamos numa casa muito pequena", conta Marta à MAGG.

Percebeu que entre os amigos esta era sempre uma questão: toda a gente tinha demasiada roupa, mas não perdia a vontade de ir sempre comprando mais. "Ao mesmo tempo, tínhamos os armários repletos de artigos parados, com valor e em bom estado, alguns praticamente novos", refere.

Recorria ao OLX para vender algumas das peças, mas além do trabalho de ter que tirar fotografias e negociar os preços, raramente os valores eram os adequados. "Acabava muitas vezes por dar ou por guardar sem nunca dar uso".

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Foi aí que pensaram criar em conjunto um serviço que permitisse integrar nas marcas essa rotina da reutilização. Nasceu assim a White Stamp, um programa que permite que os retalhistas de moda de topo incentivem os seus clientes a trocar peças de roupa e acessórios usados por créditos para comprar produtos novos.

O primeiro parceiro da White Stamp é a plataforma de e-commerce MINTY Square – marketplace que, segundo Marta, "apresenta alguns dos designers portugueses mais entusiasmantes da atualidade", como Âme Moi, Kaoâ, Carolina Curado, Luís Carvalho, Nobrand, entre muitos outros.

O sistema é simples: ao aceder ao site da MINTY Square, vai ao separador "Sell 1, Buy 1" e preenche um formulário pré-definido com as características da peça que quer vender. De seguida, recebe a cotação do artigo e as respetivas instruções de envio — que são sempre gratuitas. Se concordar com o valor que é oferecido, envia o artigo e, em troca, recebe vouchers de crédito por email, para serem usadas noutras peças do site.

Para já, a triagem é feita manualmente por Marta e Pedro, que dão os valores, recebem as peças e procedem ao processamento de vouchers, mas em breve este sistema será imediato e totalmente automático.

Marta esclarece ainda que a White Stamp se situa num segmento premium, uma vez que no caso da fast fashion já existem programas de recolha de roupa para reciclagem, como no caso da H&M ou Zara. "E nós não queremos reciclar, queremos sim reutilizar", explica, acrescentando que as peças vendidas pelos clientes entram novamente em circulação através de lojas em segunda mão.

Para já, a White Stamp ainda só trabalha com a Minty Square e os únicos produtos em circulação são carteiras. Mas em pouco tempo vão surgir outros parceiros e mais produtos, garante Marta.

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