A 27 de setembro de 2021, Portugal começou a administrar a vacina contra a gripe. Devido à pandemia da COVID-19, mantêm-se as medidas excecionais e específicas no âmbito da vacinação gratuita contra a gripe, nomeadamente o início mais precoce, a vacinação faseada e a inclusão na gratuitidade dos profissionais que trabalham em contextos com maior risco de ocorrência de surtos ou de maior suscetibilidade e vulnerabilidade.

A vacina continua assim a ser recomendada a pessoas consideradas com alto risco de desenvolver complicações pós gripe, como é o caso das pessoas com mais de 65 anos, pessoas com probabilidade acrescida de contrair e transmitir o vírus, como profissionais de saúde, entre outros.

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Ana Isabel Pedroso, médica internista no Hospital de Cascais, explica que esta é uma situação que se repete todos os anos e não apenas devido à pandemia da COVID-19. "Aconselha-se os grupos de risco a fazer a vacina da gripe porque são pessoas que têm potencial de ter doença grave, ou seja, insuficiência respiratória ou pneumonia associada ao vírus influenza (gripe). Para que isso não aconteça, aconselha-se a que façam a vacina para que, caso fiquem infetados, tenham uma doença mais leve", diz à MAGG.

"A questão da COVID-19 é paralela. No ano passado, não houve casos de gripe em cuidados intensivos, não foi identificado o vírus Influenza porque cumprimos as medidas todas. Estávamos afastados uns dos outros, lavávamos as mãos com frequência e utilizávamos a máscara. Isto são três situações que fazem com que o vírus influenza não passe de pessoa para pessoa", continua.

De acordo com Ana Isabel Pedroso, o que vários especialistas preveem, mas não está ainda comprovado, é que este inverno a gripe seja mais forte pelo facto de o vírus não ter circulado como habitual no ano passado. "Ninguém sabe se isto vai acontecer, mas há essa suspeita. Não só porque estamos a abrir tudo, mas porque no ano passado também não houve", neste sentido, a especialista alerta para o facto de a vacina contra a COVID-19 não proteger contra a gripe e também para o facto de a vacinação contra a gripe ser tão ou mais importante do que em anos anteriores.

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"Com o levantamento das medidas, o que acontece é que, ao contrário do que aconteceu no ano passado, em que as medidas impediram que o vírus passasse de uns para os outros, este ano não vamos conseguir impedir isso porque não temos essas medidas impostas", continua.

Ainda que a terceira dose da vacina contra a COVID-19 já tenha sido autorizada em Portugal para mais de 65 anos e comece a ser administrada a partir de 11 de outubro, isso em nada deverá interferir com a administração da vacina da gripe. Tal como já tinha sido explicado por Marta Temido, está apenas estipulado que haja um intervalo entre as vacinas de pelo menos 14 dias.

Após o anuncio da aprovação da terceira dose, questionado sobre se esta pode ser administrada em simultâneos com a da gripe, António Lacerda Sales disse que se aguarda por uma decisão da Organização Mundial da Saúde, que "muito em breve" se deve pronunciar sobre a questão da coadministração.

"Neste momento não há essa indicação técnica, estamos a vacinar com uma diferença de 14 dias. Iniciámos a vacinação da gripe no dia 27 de setembro. A iniciar a vacinação da terceira dose, como todos esperamos, será a partir do 11 de outubro, quando se perfaz os 14 dias", disse, citado pelo jornal "Expresso".

À MAGG, Ana Isabel Pedroso revela que a adesão à vacina contra a gripe tem sido boa, pelo menos por parte dos profissionais de saúde.

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