A poluição do ar nas grandes cidades continua a ser um dos desafios mais difíceis de ultrapassar. Ao invés da aposta em novos espaços verdes, que promovam a realização de atividades ao ar livre e o combate a doenças crónicas, como a asma, o interesse recai sobre a construção de mais prédios, casas e lojas. O ar impuro é nocivo para a saúde e é responsável pela morte de uma em cada sete pessoas no mundo, e a tendência é para que o cenário venha a piorar.

Quem o diz é Dénes Honus, CEO da Green City Solutions — uma startup alemã que decidiu arregaçar as mangas e procurar formas inovadoras de combater o problema. Para o empreendedor, a situação é alarmante: "A existência de apenas dez microgramas de poluentes por um metro cúbico de ar significa a redução em meio ano da esperança média de vida de um cidadão."

Foi com isto em mente que Dénes e a sua equipa decidiram criar o CityTree. Não, não é uma árvore mas funciona de forma parecida. Trata-se de um simples banco de jardim que comporta em si mesmo todos os benefícios de uma floresta — a capacidade de conseguir absorver a mesma quantidade de poluição de 275 árvores.

À primeira vista podia parecer um banco normalíssimo, não fosse a existência de uma placa vertical anexada a si com mais de quatro metros de altura coberta com longas e espessas folhas de musgo. A ideia é permitir que este pequeno jardim vertical seja capaz de filtrar mais poluentes tóxicos (até as partículas mais pequenas e perigosas, já que podem atingir a corrente sanguínea e causar danos irreversíveis) e soltar ar limpo e puro para a cidade.

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Cada instalação CityTree apresenta um custo de 22 mil euros, mas a empresa responsável pensou em várias formas de as autarquias e as câmaras municipais poderem recuperar o investimento.

É que cada unidade vem munida de novas formas de tecnologia que permitem que o jardim, além de filtrar o ar num raio máximo de 50 metros, possa ainda servir como outdoor publicitário — através da leitura de códigos QR para que as marcas possam expor os seus anúncios a milhares de cidadãos por dia.

O pequeno banco de jardim tem ainda um chip de Wi-Fi incorporado, permitindo que os utilizadores tenham um acesso livre e ilimitado à rede de internet durante o tempo em que estão a usar o produto.

Além disso, o CityTree conta ainda com um avançado programa de recolha de água da chuva, que depois é usada para regar o musgo de forma automática e regular.

O produto já se encontra disponível em Oslo, Hong Kong, Paris, Bruxelas e Amsterdão. Londres foi recentemente escolhida para receber a invenção da Green City Solutions. Para já, Portugal não está nos planos da empresa para receber este pequeno jardim tecnológico que promete oferecer maior qualidade de vida à cidade e aos seus cidadãos.

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