740 dias depois, Cristina Ferreira regressa à TVI. No regresso a Queluz de Baixo, a apresentadora foi entrevistada por Pedro Pinto, que foi seu professor na Universidade Autónoma. A entrevista acontece a 13 de setembro, o dia em que há 16 anos, se estreava no "Você na Tv!" ao lado de Manuel Luís Goucha.

A apresentadora não revela em que dia estreia o seu novo programa mas adianta que, antes disso, vai estar pela última vez ao lado de Manuel Luís Goucha. "Antes de eu o dizer, vai haver um momento do qual tenho grande expectativa mas também algum receio. Falta-me fechar o 'Você na TV'. Antes de me estrear na TVI vou, ao lado do Manuel, encerrar um ciclo". Cristina não revelou, no entanto, quando estes momentos vão acontecer, dizendo apenas que está para "muito breve".

"O Dia de Cristina" é "tudo o que a Cristina quiser", explica, mantendo o secretismo sobre o seu novo formato. O dia vai ser móvel, adianta ainda a diretora de Entretenimento e Ficção da TVI. Questionada se o público não vai sentir saudades dela nas manhãs, a apresentadora justifica que está na TVI com um novo cargo. "Nós somos a televisão da família", justificando que foi isso que a fez regressar.

A apresentadora quebrou também o silêncio sobre a sua passagem pela SIC. "Senti-me emigrante. Eu saí a saber que voltava, não sabia era quando", começa por dizer. "Eu fui à procura de alguma coisa mais, talvez de melhores condições, talvez de um mundo novo mas depois faltavam-me as pessoas".

Cristina Ferreira afiança que gostou das vitórias conquistadas na SIC mas confessa: "Eu gostei de ganhar mas eu nunca me senti feliz por a TVI perder". Questionada sobre a passagem pela estação de Paço de Arcos, a apresentadora garante que sempre foi bem tratada. "Eu fui muito feliz na SIC e houve pessoas que, de alguma forma, vão estar presentes ao longo da minha vida."

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No entanto, conta que nem tudo se passou como esperava. "Há um projeto para o qual eu fui que acabou por não ser exatamente como eu o tinha imaginado. A minha SIC foi o 'Programa da Cristina'. Para além disso, não houve nada mais. Eu entrei com funções para as quais também nunca fui muito chamada mas quando surge este convite... eu podia ter lá ficado mais vinte anos mas este convite era irrecusável", afiança.

"Há lugar a uma indemnização que estava estipulada no meu contrato e que sei que vou pagar"

A estrela da TVI confirma que está "tranquila" por ter rescindido de forma unilateral: "Primeiro porque eu tive conversas anteriores em que fui demonstrando de alguma forma o que estava a sentir, o que não invalida que não tenham sido apanhados de surpresa com esta decisão, por acharem que eu iria cumprir o contrato até ao fim e por não se saber sequer que, deste lado, poderia haver estas mudanças e que isto pudesse acontecer. Sei que, enquanto lá estive, dei o melhor de mim. Dei tudo à SIC mas a partir do momento em que surge esta oportunidade e nós, vivendo em liberdade, cada um pode fazer as suas escolhas".

Cristina reetira que os 20 milhões de euros de indemnização pedidos pela SIC "não têm qualquer fundamento". "Sinto-me salvaguardada juridicamente. Há lugar a uma indemnização que estava estipulada no meu contrato e da qual eu sei que vou pagar. Está escrito, eu pago. De resto, trataremos em tribunal, se for o caso".

No final da entrevista, a apresentadora revela que os 2,5% em acções da Medica Capital que a tornam acionista da empresa, e que custaram cerca de 1 milhão de euros, foram pagos do seu próprio bolso.  "São as minhas poupanças, é o meu dinheiro", afirma.

A apresentadora de 43 anos conta ainda que a TVI será o seu último local de trabalho... pelo menos no que toca à televisão. "Este é o meu projeto final profissional. Eu não vou para mais lado nenhum. É aqui que eu vou ficar até ao fim dos meus dias. Comprar uma percentagem desta casa diz isso mesmo. Eu só mudei uma vez e volto agora para aqui para isso mesmo, para que ajude esta casa a voltar ao sítio onde ela vai estar. Acho que este meu comprometimento, comprando com o meu dinheiro - foi o que eu poupei ao longo deste anos todos, e esta oportunidade é-me ainda mais cara". 

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