Planear as refeições com antecedência, comer mais vezes durante o dia, ou optar por refeições com mais vegetais são alguns dos pontos base que todos podemos seguir para, a pouco e pouco, melhorarmos a nossa alimentação. Apesar de a maioria ter consciência disso, o grande problema — e o que faz com que o objetivo de melhorar a alimentação não seja contínuo — está no facto de, muitas vezes, estabelecermos objetivos irrealistas e dificilmente atingíveis.

"É muito importante estabelecer objetivos, mas muitas vezes são irrealistas. Faz mais sentido estipular objetivos pequeninos e mais modestos que acabam por ser mais sustentáveis e concretizáveis. Se as pessoas se propuserem a concretizar um objetivo mais pequeno, é muito mais provável que este seja alcançado — e que depois as pessoas também se sintam bem sucedidas e continuem com o próprio processo", explica Bárbara Oliveira à MAGG, referindo que os erros também variam muito de pessoa para pessoa.

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De acordo com a nutricionista, o problema, por vezes, está também no facto de as pessoas quererem ver resultados muito rapidamente e não pensarem que aquilo que estão a fazer não é uma dieta, mas algo que querem manter para o resto da vida. "Em vez de pensarem em restrição, pensem em reeducação alimentar", aconselha a profissional, frisando que cortar em todos os alimentos de que mais gostamos de forma radical não é definitivamente uma boa alternativa.

"As pessoas têm tendências muito restritivas e isso não faz sentido nenhum. É importante que se permitam a fazer as coisas de que gostam, a comer as coisas de que gostam e a ter prazer, pois só assim conseguem continuar com a alimentação saudável. Mais vale que os resultados não sejam obtidos rapidamente, mas que se consigam manter, do que fazer aqui um processo super restritivo para ter resultados muito rapidamente, mas que depois não se consigam manter (e por isso os resultados vão à vida)."

Dicas básicas para uma alimentação mais saudável e equilibrada:

  • Fazer um pequeno almoço completo com hidratos de carbono de absorção lenta, uma fonte de proteína, uma fonte de vitaminas e minerais como a fruta ou vegetais;
  • Fazer snacks ao longo do dia, para que não chegue à hora das refeições principais com muita fome;
  • Nas refeições principais, apostar na sopa, nos vegetais, ter sempre uma fonte de hidratos de carbono de absorção lenta e uma fonte de proteína animal ou vegetal;
  • Reduzir o consumo de carmes vermelhas para, no máximo, duas vezes por semana;
  • Tentar fazer o máximo de refeições vegetarianas e beber bastante água.

Bárbara Oliveira refere que estas são dicas gerais, mas que o ideal é que, com a ajuda de um profissional de nutrição, sejam sempre adaptadas à pessoa.

Para quem, além da preocupação com o seu corpo, está também preocupado com o impacto da alimentação no meio ambiente, a nutricionista aconselha a que se faça cada vez mais refeições vegetais, recorrendo ao acompanhamento de um profissional para que não sejam tomadas opções erradas. "Quando retiramos a carne ou o peixe da nossa alimentação, devemos colocar outros alimentos no seu lugar porque não estamos só a falar da falta de proteína, mas também do ferro", alerta.

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