O nome é Caravana Humanitária, no singular, mas na verdade é composta por vários veículos de pessoas que querem dar o seu apoio à Ucrânia. Juntos, partiram esta quarta-feira, 2 de março, de Lisboa em direção a Lublin, na Polónia, e Bucareste, na Roménia — destinos pelos quais os voluntários foram distribuídos. A ideia surgiu progressivamente, após uma sucessão de pedidos que chegaram ao grupo Latina, ligado ao setor imobiliário.

"Trabalhámos com uma menina que faz desenvolvimento pessoal, a Working With Satya. E a Satya tem várias pessoas da Ucrânia na comunidade com quem trabalha. Ligou-nos domingo às 5h da manhã e disse: 'Precisamos de casas para alojar as pessoas que vêm'. E das casas passámos a 'precisamos de bens de primeira necessidade' e depois 'precisaremos que tragam refugiados", conta José Quinteiro, um dos organizadores da iniciativa Caravana Humanitária, à MAGG.

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Em apenas três dias recolheram o máximo possível de bens, reuniram voluntários e quase todos estão já a caminho das fronteiras — a partida estava marcada para esta quarta-feira, às 10h, na Avenida Casal Ribeiro, em Lisboa — para cumprir com uma missão: levar os bens recolhidos e trazer refugiados.

Para fazer parte da caravana, os voluntários só tiveram de mostrar interesse em fazer parte da iniciativa e rumar à Polónia e Roménia, via Alemanha, no próprio carro ou outro tipo de veículo.

Um dos percursos da Caravana Humanitária
Um dos percursos da Caravana Humanitária créditos: sonia_morais_santos/Instagram

Cerca de 60 voluntários estão envolvidos na Caravana Humanitária, entre eles Sónia Morais Santos, influenciadora mais conhecida como "Cocó na Fralda". Sónia partiu mais cedo "para fazer isto em segurança", disse, e explicou tudo sobre a jornada no Instagram.

Uma vez que se trata de uma ação de voluntariado, não há garantias de segurança para percorrer os cerca de quatro mil quilómetros. No entanto, o companheirismo das pessoas que já partiram de Lisboa em 23 carrinhas e o que vão trazer de volta é a maior recompensa.

"Todos somos voluntários e nenhum está ligado a uma organização que faça isto regularmente. O que temos é boa vontade. Portanto, explicámos às pessoas o que era e têm aderido", refere José, acrescentando que, no que estava ao alcance, tentaram assegurar as melhores condições de viagem. "São dois a três condutores por carrinha. Está uma bombeira a bordo e vamos procurar levar enfermeiros também para ajudar", acrescenta.

O objetivo é que "as pessoas sejam servidas"

Em cada veículo que se dirige às fronteiras da Ucrânia com a Polónia e a Roménia seguem bens de primeira necessidade, como medicamentos, roupa e alimentação e a previsão é de que a ajuda chegue esta quinta-feira, 3 de março, à noite, aos pontos de entrega de ajuda humanitária. No regresso, os carros vêm vazios de bens e cheios de esperança para quase 100 refugiados sinalizados que a Caravana Humanitária vai trazer de pontos de recolha pré definidos.

"Isto é um processo que está a decorrer. Achamos que são 96 [refugiados], mas algumas pessoas podem nem sequer querer vir para Portugal e optar por ficar mais perto da fronteira para depois voltar", afirma José Quinteiro.

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Também enquanto decorrem as viagens, por cá trata-se de garantir que o regresso acontece da melhor forma. "Estamos a trabalhar com entidades oficiais no sentido de agilizar os vistos e toda essa parte mais burocrática", diz o também responsável pela iniciativa que irá partir mais tarde. Quanto ao alojamento, já estão previstos vários locais onde os refugiados poderão ficar.

José Quinteiro, assim como o sócio Pedro Fonseca, que partilhou todos os detalhes da iniciativa no Instagram, são dois dos que dão a cara pela Caravana Humanitária, mas José afirma que é uma iniciativa de todos. "O nosso objetivo não é que seja o Pedro ou o José ou o António. É que as pessoas lá sejam servidas", frisa.

O embarque geral aconteceu na manhã desta quarta-feira, 2, mas ainda é possível fazer parte da iniciativa e partir com bens e "boa vontade" para trazer refugiados. Basta entrar em contacto com um dos organizadores, Pedro Fonseca, por e-mail ou telefone (pfonseca@grupolatina.pt/ +351 967 029 069).

Já quem não pode embarcar na Caravana Humanitária, pode ajudar através de donativos por transferência bancária (IBAN: PT50003503910000213960062).

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