Os dois irmãos de Valentina, a menina assassinada em Atouguia da Baleia em maio, assistiram ao crime, foram coagidos a mentir e estão neste momento sem apoio psicológico garantido pelo Estado. Os dois suspeitos do crime, o pai de Valentina, Sandro Bernardo, e a madrastra, Márcia, estão detidos, a aguardar julgamento, e o filha mais velho de Márcia, de 12 anos, terá ficado traumatizado com o que aconteceu. O seu pai biológico está a pagar-lhe um psicólogo, já que o Estado não está a apoiar a criança avança o "Correio da Manhã".

O depoimento do rapaz de 12 anos foi de extrema importância para a aplicação das medidas preventivas ao casal suspeito, uma vez que contou ao juiz que Valentina terá sido espancada e que foi o próprio a ligar para a mãe quando viu a menina espumar pela boca. Depois terá sido mandado para o quarto e ameaçado por Sandro e Márcia, que terão dito que iriam fazer mal às irmãs mais novas, de 4 anos e 6 meses, se o rapaz denunciasse a situação.

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Durante dias, o rapaz de 12 anos teve de dizer que Valentina tinha fugido de casa naquela noite, apesar de saber que muito provavelmente não teria acontecido um acidente, revela o "CM". O irmão de Valentina nunca mais assistiu às aulas, falou com a mãe ou disse algo sobre o que aconteceu.

A ajuda psicológica depois deste acontecimento é por isso fundamental para ajudar o rapaz a ultrapassar o trauma, mas não tem sido fácil de garantir esse apoio: "O pai pediu duas vezes baixa para apoiar o filho. Um pedido foi de 15 dias, o segundo de 30. Não recebeu, foi rejeitado e ficou sem ordenado. Mas o menino precisava de um acompanhamento permanente, estava muito assustado", revelou um familiar ao "CM". Entretanto, o rapaz de 12 anos já visitou as duas meias-irmãs, que vivem agora na casa de uma tia.

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Valentina vivia com a mãe e foi passar o período de quarentena com o pai, Sandro, a madrasta e os irmãos. A criança foi encontrada morta a 10 de maio e no mesmo dia Márcia e Sandro foram detidos pelo alegado envolvimento na morte da filha.

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