A imagem da casa que escapou por milagre à lava lançada pelo vulcão Cumbre Vieja, na ilha de La Palma, nas Canárias, que entrou em erupção no passado domingo, 19 de setembro, está a impressionar o mundo. A imagem foi captada pelo fotógrafo espanhol Alfonso Escalero, através de uma câmara num drone, e, após ser partilhada nas redes sociais, tornou-se viral.

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A casa pertence a um casal dinamarquês há cerca de 30 anos, que percebeu, através da fotografia e de relatos de uma vizinha, que o terreno não tinha sido consumida pela lava. "Começámos todos a chorar como loucos quando lhes contei que a casa estava intacta. Disseram-me que apesar de não poderem vir até cá agora, estavam aliviados por a casa estar salva. Disseram também que ainda pensam desfrutar do local e que a vão deixar aos três filhos", relatou uma vizinha, citada pelo "Diário de Notícias". 

"Vinham cá várias vezes por ano, até que chegou a pandemia. Recuperavam energias e voltavam à Dinamarca. Ela entretia-se com as plantas, ele com os muros de pedra. Estão tristes de estar tão longe. E não querem falar com ninguém porque não param de chorar", continuou.

De acordo com os dados do sistema europeu de observação da terra Copérnico avançados esta quinta-feira, 23 de setembro, a lava lançada pelo vulcão Cumbre Vieja, na ilha de La Palma nas Canárias, já tinha coberto mais de 166 hectares e destruído  350 edifícios, lê-se no "Jornal de Notícias". 

Entre terça-feira de manhã e quarta-feira à tarde, também segundo o sistema europeu, a lava avançou apenas 14 hectares, um ritmo muito mais lento em comparação com os mais de 150 hectares de terra destruídos entre domingo, o dia da erupção, e terça-feira, escreve o mesmo jornal. Por esta altura, a lava continua a descer lentamente a caminho do mar.

No meio deste cenário, o milagre da casa do casal de dinamarqueses tornou-se um símbolo de esperança. Uma das filhas do casal, Yenny Cocq, que reside em Santa Fé, nos Estados Unidos, conta, ao jornal espanhol "ABC" que os muros de pedra foram construídos pelo pai, aos poucos, durante 30 anos. E as palmeiras, que por milagre também ficaram de pé, simbolizam os filhos e os netos. "Esta casa é mais do que uma casa para eles, é toda uma vida", disse, citada pelo "DN".

Após o sucedido, Yenny diz que agora a casa será batizada com um novo nome, a "Casa Esperança", por, de certa forma, se ter tornado num sinal de esperança no meio de toda a catástrofe, escreve o mesmo jornal.

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