Já passaram 16 dias desde o início da guerra (a Rússia invadiu a Ucrânia a 24 de fevereiro) e apesar de não haver vista ao fim do conflito, fez-se história na madrugada desta sexta-feira, 11 de março. A integração da Ucrânia na União Europeia já foi aceite pelos líderes europeus após uma longa reunião de cinco horas em Versalhes, França.

No centro da ação, na Ucrânia onde o avançar das tropas russas continua, ainda na noite desta sexta-feira, a região de Sumy foi atacada e dois civis morreram após um bombardeamento russo. São mais dois que se juntam ao número de civis que morreram às mãos das tropas russas, avançou o ministro de Defesa da Ucrânia, Oleksii Reznikov, esta quinta-feira, 10 de março.

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Fazemos um ponto de situação sobre os desenvolvimentos da guerra na Ucrânia nas últimas horas.

“Noite histórica” em Versalhes

Depois do momento em que o presidente Volodymyr Zelensky assinou a 28 de fevereiro o pedido de adesão para entrar na União Europeia (UE), seguiu-se uma “noite histórica” a 11 de março: o dia em que os líderes europeus aceitaram a integração da Ucrânia na UE. A decisão foi tomada numa reunião em Versalhes, França, que demorou cinco horas e teve um final positivo para a Ucrânia.

“Noite histórica em Versalhes. Depois de cinco horas de discussão acesa, os líderes da União Europeia aceitaram a integração da Ucrânia na UE. O processo [de adesão] já começou. Cabe agora aos ucranianos a sua rápida conclusão. A Ucrânia é uma nação heróica que merece saber que é bem-vinda à UE”, escreveu Gitanas Nausėda, presidente da Lituânia, no Twitter.

Além da boa notícia para a Ucrânia, o Conselho Europeu garantiu que “não vai deixar o povo ucraniano sozinho” e que todo o apoio político, financeiro, material e humanitário vai continuar a ser prestado pelos Estados-membros durante o conflito com a Rússia.

Durante a reunião, os líderes prometeram ainda responsabilizar Moscovo pelos crimes cometidos.

Morrem mais civis do que soldados na “guerra terrorista”

O ministro de Defesa da Ucrânia, Oleksii Reznikov, afirmou esta quinta-feira, 10, que as tropas russas já mataram mais civis do que soldados durante as últimas duas semanas em que decorre o conflito entre a Ucrânia e a Rússia que classifica como “guerra terrorista”. O Escritório de Direitos Humanos das Nações Unidas (ACNUDH) aponta mesmo para um total de 549 civis mortos, no entanto, a ONU reconhece que os números reais deverão ser “consideravelmente maiores”.

Só esta sexta-feira, 11, dois civis morreram na localidade de Kerdylivshchyna após um ataque à região de Sumy, de acordo com o jornal "Kyiv Independent" no Twitter e um pouco por todo o país há situações semelhantes. Quanto a soldados, há igualmente dois mortos, bem como seis feridos, na sequência de um ataque à cidade de Lutsk, segundo o chefe do governo regional, Yuriy Pohulyayko, de acordo com o jornal "Observador".

Ainda na madrugada desta sexta-feira, foram atacadas as cidades de Dnipro e Ivano-Frankivsk, o que levou a deputada ucraniana Inna Sovsun a dizer que “não há cidades seguras” na Ucrânia atualmente.

Putin apela a voluntários na guerra contra a Ucrânia

“Se virem que há pessoas que querem, de forma voluntária [ajudar os separatistas do leste da Ucrânia], temos de chegar a um entendimento e ajudá-los a ir para as zonas de combate”, afirmou o presidente da Rússia, segundo a BBC. De acordo com o ministro russo da Defesa, Sergei Shoigu, há "16 mil voluntários do Médio Oriente" prontos a juntarem-se às tropas russas.

Ainda esta sexta-feira, Vladimir Putin vai reunir-se com o seu homólogo da Bielorrússia, em Moscovo, Alexander Lukashenko, para discutir a evolução da guerra na Ucrânia.

Novo corredor humanitário em Mariupol

Esta sexta-feira, pode ser aberto mais um corredor humanitário na cidade de Mariupol, avança a Reuters.

Estima-se que haja já mais de 2,5 milhões de refugiados, de acordo com a ONU, sendo que a maioria (cerca de 1,5 milhões) fugiram para a Polónia, revela a Organização Internacional para as Migrações.

Zelensky “preocupado” com armas químicas ou biológicas

O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky mostrou-se preocupado com a possibilidade de a Rússia recorrer a armas químicas ou biológicas nos ataques ao país após Moscovo ter acusado Kiev de estar a desenvolver esse tipo de armas com a ajuda do Ocidente. Zelensky já veio esclarecer esta sexta-feira que "não foram desenvolvidas armas químicas ou outras armas de destruição maciça na Ucrânia" e alegou que trata-se de propaganda russa.

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