Pouco antes das 11h em Kiev (9h em Portugal) as sirenes voltaram a soar e a lançar o alarme sobre a possibilidade de um ataque aéreo. O aviso aconteceu pouco tempo depois de a delegação ucraniana chegar à fronteira com a Bielorrússia para começar as negociações com os representantes russos durante a reunião marcada para esta segunda-feira, 28 de fevereiro.

"ATENÇÃO! sirenes de ataque aéreo em Kiev! Por favor, prossiga para os abrigos!", diz a mensagem de aviso publicada na rede social Telegram pela Câmara Municipal de Kiev, capital da Ucrânia. À mesma hora o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, deixou uma mensagem no mesmo canal. "Quando fui para a presidência, disse que cada um de nós é o presidente. Porque todos nós somos responsáveis ​​pelo nosso estado. Pela nossa linda Ucrânia. E agora cada um de nós é um guerreiro. O guerreiro está no seu lugar. E estou confiante de que cada um de nós vencerá. Glória à Ucrânia!", escreveu.

As sirenes em Kiev não foram o único alerta de ataque aéreo feito esta segunda-feira, 28. Durante a madrugada as sirenes ouviram-se em Chernihiv, a 150 quilómetros da capital, onde um míssil atingiu um edifício residencial, provocando um incêndio em dois andares. "O número de vítimas é, atualmente, incerto", avançou a agência estatal ucraniana.

O que pode acontecer esta segunda-feira

As delegações russas e ucranianas reúnem-se esta segunda-feira de manhã, ainda que este domingo o presidente ucraniano tivesse afirmado que "não estava muito confiante" que as negociações pudessem chegar a um acordo que colocasse fim à invasão russa.

Contudo, para a reunião foi levada uma exigência: "A questão chave das negociações é um cessar-fogo imediato e a retirada das tropas da Ucrânia", disse a presidência ucraniana em comunicado enviado à AFP, citado pelo "Diário de Notícias".

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Já o conselheiro do Kremlin, Vladimir Medinski, disse que Moscovo quer encontrar “um acordo” durante as conversações com Kiev, cita o jornal "Observador". "A cada hora que o conflito se prolonga, são os cidadãos e os soldados ucranianos que morrem. Concordamos em chegar a um acordo mas deve ser do interesse das duas partes”, disse Medinski em declarações à televisão russa.

Volodymyr Zelensky acredita que as "próximas 24 horas vão ser cruciais", conforme disse numa conversa telefónica este domingo, 27, com o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson. Este último prometeu ao presidente ucraniano que fará "tudo o que for possível para ajudar a garantir que a ajuda defensiva do Reino Unido e aliados chegam à Ucrânia".

O presidente ucraniano conversou também com a presidente da União Europeia, Ursula Von der Leyen e, entre outros temas, discutiu a urgência da adesão imediata do país à UE.

Ainda esta segunda-feira vão estar reunidos o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, e os países aliados e parceiros para debater "os desenvolvimentos" do ataque russo contra a Ucrânia e "coordenar uma resposta unida", anunciou a Casa Branca. A reunião vai decorrer por volta das 16h15.

A guerra entre a Ucrânia e a Rússia vai também ser tema da sessão extraordinária de emergência da Assembleia-Geral da ONU, a primeira desde 1982, marcada para esta segunda-feira pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas, avança o "Jornal de Notícias".

Rússia há está a perder poder com as sanções aplicadas

O rublo registou uma quebra recorde esta segunda-feira, 28. Caiu para uma valorização de 119 por cada dólar nas negociações iniciais, ultrapassando o último recorde: uma descida para 90 rublos por dólar (10%), avança a CNN Portugal. Para compensar esta situação, o banco central da Rússia decidiu esta segunda-feira subir a principal taxa de juro de 9,5% para 20% como forma de compensar a desvalorização.

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"O aumento da taxa básica garantirá um aumento nas taxas de depósito para os níveis necessários para compensar o aumento dos riscos de depreciação e inflação. Isso é necessário para apoiar a estabilidade financeira e de preços e proteger as economias dos cidadãos da depreciação", lê-se no comunicado, citado pela Reuters, segundo o jornal "Público".

Para fazer face ao impacto económico que a Rússia já está a sentir, o Banco Central da Rússia vai reunir-se ainda esta segunda-feira, 28, para avaliar o impacto das novas sanções impostas ao país.

As sanções aplicadas à Rússia já se fazem sentir, como é o caso do bloqueio de sete bancos do sistema de pagamentos internacionais SWIFT.

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