Apesar da (muito) ligeira descida no preço dos combustíveis esta segunda-feira, 21 de março, os sucessivos aumentos anteriores, agravados pela guerra na Ucrânia, continuam a fazer-se sentir na carteira dos portugueses e das empresas. Por isso mesmo, algumas já estão a ponderar retomar o teletrabalho como forma de contornar os custos de deslocação dos trabalhadores, avança o jornal "Público".

É o caso dos trabalhadores de todos os departamentos da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), a quem a 14 de março foi dada a possibilidade de ficar em "teletrabalho em semanas alternadas - metade das equipas trabalha de casa, a outra metade presencialmente na Cidade do Futebol", cita o mesmo jornal. Segundo a FPF, o regime vai continuar até ao final da época.

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O mesmo pode vir a acontecer noutras empresas, conforme apontado por Sofia Monge, sócia do escritório Carlos Pinto de Abreu e Associados, e por Pedro da Quitéria Faria, sócio da Antas da Cunha Ecija e Associados. Sobre a adoção do regime de teletrabalho, que vigorou em 2020 e no início de 2022 devido à pandemia da COVID-19, o empresário diz que vê essa "possibilidade como uma realidade a muito curto prazo, quer a alteração do regime de laboração seja promovida pelas entidades empregadores, quer pelos trabalhadores", refere.

Entre as medidas que estão a ser ponderadas pela Agência Internacional da Energia (AIE), o teletrabalho é uma das que está em cima da mesa, sendo que bastaria ficar em casa três dias por semana para permitir reduzir o consumo de petróleo (na ordem dos 500 mil barris diários) e os gastos com combustível das famílias.

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