Há mais 15 mortes e 541 novos casos de infeção em Portugal pelo novo coronavírus. São estes os dados divulgados este domingo, 14 de março, pela Direção-Geral da Saúde (DGS), no novo boletim epidemiológico.

Este fim de semana, os acessos junto ao rio Tejo foram vedados pela PSP de modo a evitar a concentração de pessoas que se tem verificado nesta zona, devido ao bom tempo. Dez agentes foram ainda mobilizados para os acessos à Torre de Belém, jardins e espaços públicos de lazer.

A marcar a atualidade está ainda o alerta dado pelo médico brasileiro, Miguel Nicolelis, que refere que a nova estirpe, conhecida como variante brasileira ou amazónica, é mais transmissível e caso a doença não seja controlada, o Brasil poderá produzir um novo vírus — um "SARS-CoV-3".

Médico diz que Brasil é um celeiro de novas estirpes de COVID e poderá produzir um SARS-CoV-3
Médico diz que Brasil é um celeiro de novas estirpes de COVID e poderá produzir um SARS-CoV-3
Ver artigo

Um estudo feito pelo economista Eugénio Rosa, e divulgado este domingo, 14 de março, mostra que a "fragilização" em que se encontrava o SNS no início da pandemia causou mortes que podiam ter sido evitadas e "a destruição enorme" da economia devido aos confinamentos sucessivos. De acordo com o economista, "a degradação do SNS por falta de investimento em equipamentos e em profissionais estava a determinar que os cuidados de saúde a que a população tinha acesso eram cada mais difíceis e escassos".

No estudo, Eugénio Rosa realça ainda que "marcar uma consulta de especialidade ou realizar uma cirurgia era e é uma autêntica tortura, e para centenas de milhares de portugueses que não têm médico de família a marcação de uma simples consulta era quase uma 'missão impossível'", cita o jornal "Observador".

Na opinião do economista Eugénio Rosa, "a pandemia tornou visível a situação grave em que se encontrava o SNS como consequência do subfinanciamento crónico, da falta de profissionais de saúde devido à ausência de carreiras, de remunerações e condições de trabalho dignas, o que promoveu a promiscuidade público-privada (profissionais de saúde a trabalharem simultaneamente no SNS e em hospitais privados), a baixa produtividade no SNS, e a deficiente cobertura da população de cuidados de saúde".