Pelo quinto ano consecutivo, Júlia Pinheiro foi distinguida como uma das 25 Mulheres Mais Influentes de Portugal. A apresentadora da SIC mostrou-se "feliz" e, ao mesmo tempo, "surpreendida" com o facto de, ano após ano, se manter "competitiva e conseguir tocar as pessoas", sobretudo numa altura em que o contexto digital tem cada vez maior importância.

Aos 58 anos, e com uma carreira de quase quatro décadas na televisão, a apresentadora da estação de Paço de Arcos reconhece que a distinção se deve à sua "longevidade" no pequeno ecrã. "Quando se é uma referência tem de se ter consistência, tem de se ter verdade e manter sempre o rigor e as palavras certas com as mensagens certas", explica Júlia aos jornalistas, à margem da entrega de prémios da Executiva, referindo-se ao seu papel de figura pública influente.

A conduzir, desde outubro de 2018, o formato das tardes da SIC "Júlia", que é também líder no horário em que é exibido, a apresentadora reconhece que está a viver a melhor fase da sua carreira. "Para já estou giríssima (risos)!", diz, a brincar. Mais a sério, a também diretora dos canais temáticos SIC Mulher e SIC Caras explica que se tem vindo a desprender de convenções tradicionais no que toca à sua imagem.

"Enquanto a nível do discurso há que haver contenção e capacidade de discernimento, em relação à minha figura pública física, estou cada vez mais livre. Ou seja, cada vez estou mais convicta que me vou afastar dos paradigmas habituais da construção daquela figura muito sofisticada", explica, referindo-se ao lado estético. "Estou livre, estou a encontrar, com a validação da longevidade e do tempo que estou em antena, a liberdade para estar como acho que devo estar e não com o estereótipo da figura televisiva que deve ser".

Júlia Pinheiro na entrega de prémios As Mulheres Mais Influentes de Portugal 2020
Júlia Pinheiro na entrega de prémios As Mulheres Mais Influentes de Portugal 2020 créditos: Paulo Alexandrino

"Acho que a Fátima não foi mais cedo porque estava na TVI"

No passado dia 18 de maio, Júlia Pinheiro recebeu Fátima Lopes no seu programa. A entrevista marcou não só o regresso da ex-apresentadora da TVI à TV mas também ao canal de Paço de Arcos, de onde tinha saído em 2000.

Júlia Pinheiro salienta que esta oportunidade só não aconteceu mais cedo porque Fátima Lopes "estava na TVI". "Provavelmente a Fátima, ou qualquer outra pessoa que trabalha na TVI, não entra [na SIC] porque há esta ideia com a qual eu, quando era diretora, não concordava, que é de não nos podermos visitar uns aos outros", diz.

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"Nos Estados Unidos, no Brasil, em França, no Reino Unido, as pessoas visitam-se. Até porque isso possibilita que o mercado role. Há mais diversidade de conteúdos, mais possibilidade de falarmos uns com os outros. Perdem-se até oportunidades para nós comunicarmos de outra maneira, para além do nosso papel de anfitriões", diz a apresentadora. "Acho que a Fátima não foi mais cedo porque estava na TVI e na TVI não havia essa abertura para ela vir. Só por isso".

Questionada pela MAGG sobre se tem saudades de voltar aos programas de prime time (recorde-se que conduziu formatos como "Quinta das Celebridades", "1ª Companhia", "Uma Canção Para Ti" ou "Casa dos Segredos"), Júlia Pinheiro é rápida na resposta. "Nenhuma. Hoje, para fazer um programa no prime time, tinha de ser uma coisa de uma escala, de uma produção, uma coisa estrondosa. Como não estou a ver o mercado... não temos nem capacidade nem orçamento para isso, não."

Júlia Pinheiro é casada há 35 com o jornalista Rui Pêgo. O casal tem em comum três filhos: Rui Maria Pêgo, de 32 anos e as gémeas Matilde e Carolina, de 22. Com os filhos já independentes, a apresentadora revela que voltou "a ser solteira". "[Os filhos] Estão todos a viver as suas vidas e esse lado também é bom porque agora voltei a ser solteira com o meu marido. É maravilhoso. Estamos enamorados! Sabe muito bem voltar a namorar", afiança.

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