Habitualmente, os crepes fazem parte das gelatarias, mas raramente são a estrela dos espaços. Não é o que acontece na La Bonne Crêpe, em Alvalade. De portas abertas há pouco mais de um mês, este restaurante vem mostrar que os crepes merecem mais reconhecimento e que não se esgotam em recheios como Nutella ou banana e manteiga de amendoim. E se lhe dissermos que aqui há crepes salgados que servem uma verdadeira refeição?

Os recheios são inimagináveis — e pode compô-los à sua maneira —, e vão desde os crepes doces para um lanche aos salgados para um almoço ou jantar. Mas o que levou os luso-descendentes Jason e Jonathan (irmãos) e o amigo Adrien — que já trabalharam no Canadá, Costa Rica e Equador em grandes empresas — a abrir uma creperia em Lisboa? "Estávamos à procura de um produto diferenciador no mercado português. Fora dos sushi, das tapas e das pizzas, é um pouco complicado encontrar cozinha diferente. Então tínhamos essa vontade de agarrar no crepe e fazer fast good", explica à MAGG Jonathan, um dos fundadores do projeto ao qual entretanto juntou-se um quarto sócio, Maxence Bauddon.

Se já não bastava ter um conceito irreverente, de crepes doces e salgados, a La Bonne Crêpe baseia-se ainda no fast good. "A ideia é fazer um produto rápido mas bom, a um preço acessível e que casa com tudo", diz o fundador. Quanto à escolha de Lisboa para alojar o projeto, Jonathan tem uma resposta rápida: "Pelo ambiente, uma comunidade muito acolhedora e uma cidade com muitas oportunidades. O clima também é muito diferente".

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Todos os crepes, feitos sem pressa, são feitos com produtos frescos e caseiros e desengane-se quem pense que ficará com fome ao pedir um crepe salgado para o almoço. Esse é um aspeto que, aliás, Jonathan faz questão de frisar. "Há pessoas que chegam ao nosso restaurante e pensam que o crepe salgado não é uma verdadeira refeição e acabam por não comer o crepe. E quando pedem, por exemplo, um crepe salgado e um doce, acabam por levar o doce em take away, porque [o salgado] é mesmo uma refeição", diz.

Diz a história que os crepes têm origem francesa, mais precisamente na Bretanha, onde já desde a antiguidade eram secados ao sol ou estendidos sobre uma chapa quente para dar forma à massa fina como hoje a conhecemos. Na La Bonne Crêpe os crepes doces fazem-se com farinha de trigo, já os salgados são feitos com outra farinha especial, tal como em 1490. A lenda contada por Pierre Gwendal, secretário da Fédération de la Crêperie, ao jornal "Público", explica que, nesse ano, a duquesa Anne e o pai, François de Bretagne, refugiram-se de uma tempestade e, com farinha de trigo-sarraceno entre os poucos mantimentos que tinham, fizeram crepes.

A nova creperia de Lisboa não quis mudar o rumo da história e os crepes salgados são feitos com esta mesma farinha, sem glúten, por isso, perfeita para celíacos e mais fácil de digerir devido aos antinutrientes que a compõe.

Apesar de o crepe ter surgido de um contratempo para a duquesa Anne e François de Bretagne, estas iguarias são na verdade um momento de celebração, e é assim que devem ser comidos no novo restaurante. "Em França, quando se come um crepe é um momento de festa. Existe a La Chandeleur [o dia dos crepes], o 2 de fevereiro. E desde pequeno, quando venho a Portugal, também aqui nas festas há um lugar para comer um crepe e associa-se muito a ser feliz. Tínhamos essa vontade de fazer um produto de prazer na restauração", diz Jonathan.

Cada almoço ou jantar na La Bonne Crêpe nunca será igual, mas certamente será sempre bem nutritivo. Isto porque além dos crepes pré-definidos, como o crepe crispy chicken (7,90€) ou o veggie-burrato (8,90€), o restaurante dá oportunidade aos clientes de escolhem o próprio recheio entre uma multiplicidade de ingredientes das várias etapas. A primeira diz respeito à escolha de um queijo (0,80€), que pode ser de cabra ou raclette, depois os legumes (0,80€), como jalapeños, ovo estrelado ou guacamole por mais um euro, segue-se a proteína (2€) desde o bacon crocante ao caju salgado, e os molhos (2€) dos quais são exemplos o sweet chilli e o molho BBQ.

Em breve, adianta o responsável à MAGG, à carta dos crepes salgados vão ainda juntar-se sabores portugueses, como o crepe de leitão e de bacalhau à Brás.

Para sobremesa, também pode personalizar o crepe doce ou então escolher um dos seis que já estão pensados e testados: crepe delícia, com ananás, mel e noz de pecan (4,50€), crepe guloso, com banana, manteiga de amendoim e chocolate (4,50€), ou o crepe caramelo, com caramelo de manteiga salgada (3€). Se quiser algo mais fresco, também há açaí em taças generosas servidas com frutas, granola, frutos secos e adoçantes desde 4,90€.

Tudo isto faz parte do espaço cool que também serve sidras e cervejas. Cerveja com crepe? Parece que vai ser a nova tendência do verão e conquistar as mesas recheadas de crepes e de amigos.

Os crepes La Bonne Crêpe estão disponíveis no novo espaço na Rua Marquesa de Alorna, n.º 30A, em Alvalade, em serviço de take away e nas plataformas de entrega ao domicílio Uber Eats e Glovo.

La Bonne Crêpe

Localização: Rua Marquesa de Alorna, n.º 30A, Alvalade
Horário: de segunda a sexta-feira das 11h às 23h e aos sábados das 11h às 15h30
Instagram: @labonnecrepelisbon

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