Não há nada que grite mais outono do que o regresso às noites de sofá com uma manta e uma boa série. Perfeito. É que a partir de 16 de setembro chega à Netflix uma série daquelas que prometem. Chama-se "Santo", um nome que está longe de ir ao encontro da personagem principal, o narcotraficante e assassino mais procurado do mundo. A sua identidade é desconhecida, o que torna a busca pelo homem um desafio quase impossível.

Esta co-produção terá nos papéis principais a portuguesa Victoria Guerra, o brasileiro Bruno Gagliasso e a espanhola Greta Fernández, que falaram com a MAGG sobre a série que promete muito suspense, ação e terror.

"Nada do que parece ser é"

Com um pé no Brasil e outro em Espanha, onde a série foi gravada, os polícias Cardona e Millán, interpretados por Bruno Gagliasso e Raúl Arévalo respetivamente, vão em busca do narcotraficante – e, embora sejam polos opostos num primeiro momento, vão ter de aprender a colaborar em prol desse bem maior.

Pelo meio da investigação, há outras peças que são igualmente essenciais para saírem vitoriosos desta missão. Cardona conhece (e salva) Bárbara, a amante de Santo, interpretada pela atriz portuguesa Victoria Guerra, e Millán tem ao seu lado a colega Susana, a quem Greta Fernández dá vida.

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Por isso, "a protagonista não é a droga, não é o tráfico e sim as relações humanas, os conflito humanos", explica Bruno Gagliasso. A colega portuguesa frisa ainda que um dos aspetos distintivos da trama é o facto de as personagens não serem lineares. "Não tens o herói, não tens o bom e o mau", frisa Victoria Guerra.

Assim, o enredo, garantem os atores, está sempre em movimento e a série vai reger-se pelo princípio de que "nada do que parece é". "É mesmo uma série com tanta história, com um enredo com tantos 'twists and turns' [mudanças], estás a ver? E, em cada episódio, descobres uma coisa nova de cada personagem", frisa Victoria Guerra.

Victoria Guerra sente "um peso" por ser portuguesa

VG
Victoria Guerra como Bárbara, em "Santo". créditos: MANOLO PAVÓN/NETFLIX © 2021

Victoria Guerra tem 33 anos e já não é uma forasteira na plataforma de streaming – em 2021, estreou-se na plataforma com a série "Glória", na qual interpretou Mia. Agora, na pele de Bárbara, carrega (mais uma vez) o nome do País às costas, levando-o até aos quatro cantos do mundo. "Sinto um peso, uma responsabilidade, por representar Portugal nesta série espanhola tão grande e ao lado de atores tão incríveis", conta à MAGG.

Ainda que este tenha sido o seu segundo projeto da Netflix, nem pela familiaridade a preparação foi menos difícil. Desde logo, o sotaque, que se distancia das raízes da atriz, foi o primeiro obstáculo. Recorrendo a uma coach, Victoria Guerra revela que "tinha de falar português do Brasil", tendo sido obrigada a "trabalhar esse lado técnico".

Além disso, não conseguiu aplicar na totalidade o processo de preparação pelo qual a sua arte se costuma reger: "Estudar o arco da personagem" (a jornada interior delas, diga-se). "Eu, normalmente, trabalho os arcos das personagens, ou seja, [estudo-as] do início ao fim, o que é que acontece pelo meios para elas reagirem", revela, esclarecendo que desta vez foi impossível, devido à esfera de mistério à qual Bárbara está circunscrita.

"A minha personagem fascinou-me muito", acrescenta, mesmo sabendo que interpretá-la "foi uma trabalheira". Isto porque Bárbara, segundo Victoria Guerra, é "muito diferente" de tudo o que fez até agora – além de ser o maior papel que já fez para a Netflix.

Bruno Gagliasso nunca teve o sonho de se internacionalizar – mas está a acontecer

BG
Bruno Gagliasso como Cardona, em "Santo". créditos: Cr. MANOLO PAVÓN/NETFLIX © 2021

"Santo" pode ser o primeiro trabalho de Bruno Gagliasso na Netflix, mas Portugal já o conhece bem. O ator brasileiro trilhou um caminho de popularidade graças a todas as novelas em que participou e agora chega a outro patamar internacional.

A projeção além Brasil pode estar a aumentar, mas o ator de 40 anos garante que nunca teve esse sonho. "Eu quero contar boas histórias, interpretar boas personagens e trabalhar com bons diretores", diz, não atribuindo importância ao local em que elas possam assumir uma maior expressão. Convicto, acrescenta ainda que "boas histórias e boas personagens" são ingredientes suficientes para uma história ser internacional.

Assim, avança alguns detalhes sobre o conturbado percurso que o polícia brasileiro vai ter de percorrer durante a história. "No primeiro capítulo, você vê o cara que é o que a gente quer ser – o policial – e, durante a trama, ele vai vendo que ele é ser humano como qualquer outro. A gente tem esse lado dentro de nós e a gente precisa de conversar com esses demónios", explica à MAGG. Completa ainda, afirmando que gosta dar vida a personagens deste género por acreditar que "somos assim na vida".

Para Bruno Gagliasso, à semelhança de Victoria Guerra, a preparação de Cardona também "foi muito intensa". "Eu procuro achar semelhanças, coisas parecidas com o personagem, comigo, então eu acabo tendo de ir para lugares difíceis – e esse foi o caso", conclui.

Já para Greta Fernández, o único desafio foi o físico

GF
Greta Fernández como Susana, em "Santo". créditos: MANOLO PAVÓN/NETFLIX © 2021

Greta Fernández é espanhola e tem 27 anos. Já esteve envolvida noutras apostas da Netflix, como "Elisa e Marcela", um filme baseado em factos reais sobre duas mulheres que, em 1901, casaram pela Igreja. Agora, com uma trama totalmente diferente em mãos, está de volta à plataforma de streaming.

A atriz vai apresentar-se no enredo enquanto Susana, uma agente da polícia que, em conjunto com Millán, vai tentar desvendar a identidade do assassino. Embora não tenha contracenado muito com Bruno e Victoria, não deixa de lhes tecer elogios: "foram companheiros maravilhosos".

No entanto, ao contrário dos colegas, confessa que o maior desafio em interpretar Susana não se prendeu com a vertente psicológica, mas com a física – isto porque "nunca tinha feito um thriller de ação". Contudo, o medo de como se "iria dar com as pistolas, com a ação e com o terror" não foi suficiente para afugentar a vontade que tinha de fazer parte do projeto.

Garante ainda que há pontos da ação que nunca viveu e que espera "não viver nunca". Assim, para o conseguir, embora numa menor dimensão, não descura o trabalho mental de que também necessitou para representar de forma fiel aquilo que o guião exigia.

Veja o trailer de "Santo".

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