Conhece-la de séries como "Mad Men" e "The Handmaid's Tale" e a ele de filmes como "Saw" e "Upgrade". Falamos da atriz Elisabeth Moss e do realizador Leigh Whannell que, pela primeira vez, estão juntos num projeto de terror. Chama-se "O Homem Invisível" e recria a personagem clássica que já em 1933 tinha sido adaptada para cinema — só que aqui surge de cara lavada, mesmo que não a consigamos ver.

A história não podia ser mais simples: o marido de Cecilia, interpretado por Moss, morre mas a mulher, recém-viúva, acredita que tudo não tenha passado de uma farsa e dedica-se à tarefa árdua de investigar o que terá acontecido.

É neste momento que, contra todas as probabilidades, começa a sentir-se perseguida e vigiada por alguém que não consegue provar que existe. Trata-se, claro, o ex-marido abusivo que a quer atormentar para o resto da vida.

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"O Homem Invisível" chegou às salas de cinema na quinta-feira, 5 de março, e é uma das estreias mais aguardadas do género. Ajuda o facto de, desde que se estreou nos Estados Unidos, as críticas tenham sido muito positivas — e todas elas elogiam a qualidade de realização e de argumento de Whannell.

Mas "O Homem Invisível" não é a única estreia que merece a sua atenção neste fim de semana. Mostramos-lhe tudo o que chegou ao cinema nestas últimas semanas e que deve espreitar.

1. "Mosquito", de João Nuno Pinto

Depois e "1917", vem aí mais um filme sobre a Primeira Guerra Mundial. Só que este tem como foco um soldado português e não um britânico. Falamos de "Mosquito", o novo filme de João Nuno Pinto que acompanha a figura de Zacarias, um jovem português que, cego pela vontade de deixar o seu nome na História, procura ser o protagonista heróico de várias aventuras durante o primeiro grande conflito armado.

Enviado para Moçambique, onde a guerra se vai desenrolando longe do mediatismo e dos olhares atentos do mundo, os problemas começam a surgir quando o solado se vê abandonado pelo pelotão que o acompanhava desde o início, e é obrigado a descobrir sozinho aquele novo universo que julgava impossível de existir.

O filme, que abriu o Festival Internacional de Cinema de Roterdão, nos Países Baixos, é baseado na história real do avô do realizador que, tal como Zacarias, se viu obrigado a enfrentar o desconhecido sozinho em África durante a Primeira Guerra Mundial.

O filme estreou-se esta quinta-feira, 5 de março, e está em algumas das salas de cinema portuguesas.

2. "O Homem Invisível", de Leigh Whannell

É o próximo grande filme de terror e está a ser muito elogiado pela crítica. "O Homem Invisível" pode não parecer interessante, especialmente se só conhecer os trabalhos iniciais de Leigh Whannell (o criador do franchise "Saw"), mas este terror é outro  e promete não o deixar dormir nas horas seguintes ao cinema.

A personagem d'O Homem Invisível não é nova e já foi adaptada para o cinema em 1933. Mas neste novo filme, o que Leigh Whannell faz é apostar num terror psicológico à medida que dá à história um toque que é mais atual do que nunca. No foco da história está Cecilia (interpretada por Elisabeth Moss) que, depois da suposta morte do marido, desconfia que tudo não tenha passado de uma farsa.

Não demora muito até que Cecilia comece a sentir-se vigiada por alguém que ninguém consegue ver. Trata-se, na verdade, do seu marido abusivo que a quer atormentar para o resto da vida.

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Na plataforma "Rotten Tomatoes", que serve como um agregador de críticas a vários filmes, "The Invisible Man" conta já com a avaliação de 91% (em 100%). A revista "NPR" escreve que o realizador teve a capacidade de desconstruir os moldes do cinema blockbuster para dar uma nova vida a um monstro antigo.

"O Whannell conseguiu desconstruir e tirar a ênfase aos moldes dos efeitos de blockbuster para recriar, de forma diferente, um monstro antigo. E o resultado é um homem invisível de 2020 que tem muito das fundações do género de terror de 1933", lê-se na crítica.

"O Homem Invisível" estreou-se esta quinta-feira, 5 de março, e está em cartaz nas várias salas de cinema portuguesas.

3. "Bacurau", de Juliano Dornelles e Kleber Mendonça Filho

Era um dos filmes nomeados aos Óscares, mas acabou a não receber o apreço da Academia de Hollywood. No entanto, "Bacurau" foi considerado um dos melhores filmes de 2019 e chega agora a Portugal.

A produção brasileira arranca com a morte da matriarca D. Carmelita que, misteriosamente, leva os cidadãos da pequena vila de Bacurau a perceber que a localidade desapareceu dos mapas sem explicação aparente.

Depois de uma sucessão de eventos que têm tanto de insólito como de estranho, a população de Bacurau chega à única conclusão possível: estão sob uma qualquer forma de ataque e é imperativo que sejam capazes de se defender. Problema? Não fazem ideia de quem será o inimigo e em que número estão a ser invadidos.

"Bacurau" é, no fundo, um filme distópico com um ambiente típico do Brasil atual. Segundo Jorge Mourinha, crítico de cinema, o filme é "um comentário raivoso sobre o imperialismo e a colonização, um olhar sobre a própria história do Brasil enquanto país manietado, um elogio da comunidade (e que bonito é ver Bacurau, a aldeia, a unir-se contra o invasor gringo, consubstanciado na pessoa de um Udo Kier deliciosamente cabotino, nessa cena seminal com uma imperial Sônia Braga)."

A produção brasileira está disponível em sala através da Medeia Filmes.

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